Muchova lembra dificuldades: «Se a dor não desaparecesse, teria de ser operada»
Karolina Muchova garantiu esta quinta-feira a segunda final de Grand Slam da carreira ao derrotar Coco Gauff nas meias-finais de Wimbledon e, depois do encontro, emocionou-se ao recordar o longo calvário de lesões que quase comprometeu a sua carreira. A checa, atual número sete mundial, vai discutir o título com a compatriota Linda Noskova e está a apenas uma vitória de conquistar o primeiro troféu do Grand Slam.
Na conferência de imprensa, Muchova revelou que nunca ponderou alterar o seu estilo de jogo devido aos problemas físicos. “Só havia duas opções: ou a dor desaparecia e podia voltar a jogar, ou teria de ser operada. Nunca pensei em mudar a minha forma de jogar para conviver com a dor. Trabalhámos imenso e agora posso voltar a jogar com total normalidade.”
Sobre o intenso duelo com Gauff, explicou a mentalidade que adotou nos momentos decisivos. “No super tie-break disse a mim própria que, se fosse para perder, queria perder à minha maneira. A minha maneira é jogar de forma agressiva, subir à rede e assumir os riscos.”
Muchova revelou ainda que o desconforto físico sentido durante o encontro não esteve relacionado com a antiga lesão. “No fim apenas tive uma dor de lado. Não tinha nada a ver com os abdominais. Simplesmente não conseguia recuperar a respiração e tentei massajar a zona.”
A checa mostrou-se igualmente entusiasmada por disputar a final em Wimbledon. “É um momento muito especial. Wimbledon é um dos torneios mais importantes do mundo e só jogar na Centre Court já é algo incrível. Estou muito feliz por ter outra oportunidade de disputar uma final de Grand Slam.”