Muchova lembra dificuldades: «Se a dor não desaparecesse, teria de ser operada»

Por José Morgado - July 11, 2026
muchova

Karolina Muchova garantiu esta quinta-feira a segunda final de Grand Slam da carreira ao derrotar Coco Gauff nas meias-finais de Wimbledon e, depois do encontro, emocionou-se ao recordar o longo calvário de lesões que quase comprometeu a sua carreira. A checa, atual número sete mundial, vai discutir o título com a compatriota Linda Noskova e está a apenas uma vitória de conquistar o primeiro troféu do Grand Slam.

Na conferência de imprensa, Muchova revelou que nunca ponderou alterar o seu estilo de jogo devido aos problemas físicos. “Só havia duas opções: ou a dor desaparecia e podia voltar a jogar, ou teria de ser operada. Nunca pensei em mudar a minha forma de jogar para conviver com a dor. Trabalhámos imenso e agora posso voltar a jogar com total normalidade.”

Sobre o intenso duelo com Gauff, explicou a mentalidade que adotou nos momentos decisivos. “No super tie-break disse a mim própria que, se fosse para perder, queria perder à minha maneira. A minha maneira é jogar de forma agressiva, subir à rede e assumir os riscos.”

Muchova revelou ainda que o desconforto físico sentido durante o encontro não esteve relacionado com a antiga lesão. “No fim apenas tive uma dor de lado. Não tinha nada a ver com os abdominais. Simplesmente não conseguia recuperar a respiração e tentei massajar a zona.”

A checa mostrou-se igualmente entusiasmada por disputar a final em Wimbledon. “É um momento muito especial. Wimbledon é um dos torneios mais importantes do mundo e só jogar na Centre Court já é algo incrível. Estou muito feliz por ter outra oportunidade de disputar uma final de Grand Slam.”

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
Bola Amarela
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.