Moutet defende-se da polémica no duelo com Tabilo: «Mostraram-me o dedo do meio»

Por Pedro Gonçalo Pinto - Março 24, 2025

Corentin Moutet viu-se envolvido em mais uma polémica. Desta feita, o francês chegou a levar um game penalty diante de Alejandro Tabilo e acabou mesmo por ceder diante do chileno no Masters 1000 de Miami. Tudo porque se recusava a jogar devido ao comportamento do público, algo que o levou a esclarecer tudo com um longo comunicado nas redes sociais.

“Desde o primeiro momento, o público foi hostil: barulho deliberado entre os meus serviços, assobios, insultos, gestos provocadores. Depois de duas horas sem nenhuma intervenção do árbitro para acalmar o público, reagi a levantar os braços três vezes para incentivar o público a fazer ainda mais barulho”, partilhou Moutet.

Foi aí que tudo começou. Naquele momento, alguém me mostrou o dedo do meio. Senti que isso ia além dos limites do que um atleta deveria aceitar em court. Então pedi ao árbitro para tirar essa pessoa da bancada antes de retomar o jogo. Em vez de me ouvir, ele mandou-me jogar, recusando-se a intervir. Pedi então para falar com o supervisor, informando que não iria voltar enquanto essa pessoa permanecesse nas bancadas. Resultado: o árbitro decidiu penalizar-me e fazer-me perder o set”, atirou Moutet.

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Mas o francês não fica por aqui, relatando o que aconteceu quando chegou o supervisor. “Então ele decidiu penalizar-me novamente, tirando um jogo de mim no início do terceiro set, dando assim ao meu oponente uma vantagem de break. Desde esse acontecimento, recebi muitas críticas e insultos. Dizer que isso não me afeta seria mentira. Sempre dei o meu melhor na minha profissão, investi muito esforço e fiz inúmeros sacrifícios para atingir os meus objetivos. Aprendi a aceitar o sofrimento como parte da jornada, mas recuso-me a acreditar que ser uma figura pública significa estar sempre errado e merecer o ódio dos outros”, disparou.

Moutet remata a garantir que nunca faltou ao respeito a algum adepto. “Além de levantar os braços três vezes para incentivar o público a fazer barulho, não disse nenhuma palavra inapropriada ou fiz algum gesto desrespeitoso. Espero que um dia a ATP proteja melhor os jogadores, evitando ao máximo que eles se encontrem nesse tipo de situação”, finalizou Moutet.

O ténis entrou na minha vida no momento em que comecei a jogar aos 7 anos. E a ligação com o jornalismo chegou no momento em que, ainda no primeiro ano de faculdade, me juntei ao Bola Amarela. O caminho seguiu com quase nove anos no Jornal Record, com o qual continuo a colaborar mesmo depois de sair no início de 2022, num percurso que teve um Mundial de futebol e vários Europeus. Um ano antes, deu-se o regresso ao Bola Amarela, sendo que sou comentador - de ténis, claro está - na Sport TV desde 2016. Jornalismo e ténis. Sempre juntos. Email: pedropinto@bolamarela.pt