Monfils: «Se quiser continuar competitivo aos 40 anos, preciso de trabalhar muito duro»

Por Tomás Almeida - August 4, 2026

Gael Monfils jogou a grande nível na passada madrugada em Montreal e voltou a conhecer o sabor da vitória na primeira ronda do Masters 1000 do Canadá para abrir da melhor forma aquela que é a sua última participação num dos principais torneios da América do Norte.

O francês de 39 anos está a queimar os últimos cartuchos como tenista profissional, mas não é por isso que deixa de apresentar altas expectativas sempre que parte para um novo desafio. Monfils mostrou-se feliz com o que tem vivido nesta última temporada da carreira e recordou ainda a marcante despedida de Roland-Garros, palco onde atingiu a primeira (de duas) meia-final de Grand-Slam.

“Foi muito emocionante. Paris é o meu torneio favorito e o que vivi lá foi fenomenal, mas acabei completamente exausto emocionalmente. Descansei, passei um tempo com a minha família e, aos poucos, consegui retomar a minha rotina. Agora, estou muito tranquilo e muito feliz por estar aqui.”, afirmou aos microfones da TennisTV.

Apesar de estar na reta final da carreira, Monfils mantém a ambição competitiva. Aliás, ele lembrou que um dos seus principais objetivos sempre foi jogar até os 40 anos: “Sempre disse que queria competir até esta idade, e agora estou prestes a alcançar esse objetivo. Se eu quiser continuar competitivo aos 40, preciso de trabalhar muito duro. Às vezes, coloco muita pressão em mim mesmo porque realmente quero me sair bem. É preciso ser realista, não jogo tão bem como antes.”

O francês deu um passo atrás nesta temporada, mas não desiste e continua determinado em revelar a melhor faceta dentro do court. “O meu objetivo é divertir-me, mas também dificultar a vida dos meus adversários.”

A minha paixão pelo ténis começou aos 10 anos e desde então tem crescido dia após dia. Já deixou de ser um mero desporto para mim, enquanto consumidor de tudo um pouco, ... bem, talvez nunca tenha sido... Estou aqui para continuar a ser surpreendido e a aprender com algo único e incomparável como o ténis. Hoje em dia não me consigo imaginar a viver sem a bola amarela no canto do olho. Quero seguir neste mundo e fazer dele o meu futuro, crescendo com todas as aprendizagens adquiridas a partir de valiosas experiências. Continuem desse lado!
Bola Amarela
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