Mais um azar: Kokkinakis perdeu 10 quilos e tenta recuperar de doença grave

Por José Morgado - April 17, 2020
kokkinakis

Thanasi Kokkinakis, um dos tenistas mais talentosos da sua geração, é também um dos jogadores com mais azar de há memória nos tempos mais recentes. Depois de graves lesões nos dois ombros e no peito, o jovem de Adelaide, agora com 24 anos, acreditava que 2020 ia finalmente ia ser o seu ano, mas viu-se forçado a desistir dias antes do Australian Open, citando ‘razões de saúde’.

Agora, o talentoso tenista dos Antípodas veio revelar ao jornal ‘Herald Sun’ aquilo que realmente teve: uma grave mononucleose infecciosa, que lhe causou frequentemente febre, inflamação da garganta, aumento de volume dos gânglios linfáticos do pescoço, grandes complicações respiratórias e fadiga.

O antigo top 70 mundial foi duas vezes de emergência para o hospital, depois de deixar de respirar durante o sono. Foi operado para remover as amígdalas e adenóides, mas nem isso lhe resolveu o problema numa primeira fase. “A minha garganta estava tão inflamada que eu deixava de respirar durante o sono. Foi muito complicado”.

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Esta foi a última vitória de Kokkinakis em quadros principais de Grand Slam, no US Open 2019, onde acabou a desistir

Kokkinakis, em quarentena como qualquer outra pessoa nesta altura, está a tentar aproveitar o tempo livre para ficar saudável e recuperar a forma. “Perdi 10 quilos porque não conseguia comer. Nesta altura só estou a tentar manter-me saudável, recuperar alguma forma sem exagerar demasiado.”

Thanasi contou ainda como se apercebeu de que estava doente. “Não conseguia dormir com febre, suava quatro ou cinco t-shirts por noite, era surreal. A treinar, cansava-me demasiado rápido. Ainda fui para o Australian Open e tentei treinar, mas a minha garganta estava tão inflamada que acabei no hospital. Depois fui para Adelaide e voltei a ser internado. Foi muito difícil, mas agora sinto-me relativamente saudável. Acredito que posso recuperar a minha carreira assim que puder voltar a jogar.”

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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