Kostyuk reflete sobre momentos vividos durante a infância: «Deixou-me várias cicatrizes psicológicas»
Marta Kostyuk (atual 15.º) vive a melhor fase da carreira e chega a esta edição de Roland-Garros como uma das candidatas (possível “darkhorse”) a ir longe na capital gaulesa após o brilharete no WTA 1000 de Madrid, palco onde venceu o primeiro título da carreira em torneios desta categoria, embora o facto de não ter passado da primeira eliminatória em três dos últimos quatro torneios do Grand-Slam modere um pouco as expectativas em relação à jogadora ucraniana.
Em conferência de imprensa, Kostyuk falou sobre a influência que a ginástica artística, modalidade onde competiu ao mais alto nível durante os primeiros anos de vida, deixou na forma como aos dias de hoje encara a vida e, na mesma medida, o profissionalismo. “Ajudou me muito fisicamente, mas também tive que lidar com muitas consequências depois, porque é um desporto extremamente rigoroso. Desde muito jovem, tive que ter muito cuidado com meu peso e alimentação. Eu pesava me vinte ou trinta vezes por dia quando tinha oito ou dez anos, e isso deixou cicatrizes psicológicas significativas. Também sofri uma lesão muito grave quando era jovem, e levei muito tempo para superar tudo isso, mas hoje sinto me muito melhor e sou grato por ter passado por essa experiência.”, explicou a atleta de Leste numa resposta que acabou por tocar o coração dos jornalistas presentes na sala — e não só.
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