Kostyuk despede-se de Wimbledon com um sorriso: «Hoje sinto que saio daqui como uma vencedora»
Marta Kostyuk não conseguiu tornar-se na primeira tenista ucraniana a alcançar a final de Wimbledon, ao ser derrotada por Linda Nosková por duplo 6-4. A número um da Ucrânia colocou assim um ponto final numa excelente campanha no All England Club, onde atingiu pela primeira vez as meias-finais e confirmou o excelente momento de forma que atravessa no circuito, somando ainda a segunda presença consecutiva entre as quatro melhores de um torneio do Grand Slam.
Longe de se mostrar abatida pela derrota, Kostyuk compareceu na conferência de imprensa com uma atitude muito positiva. A ucraniana elogiou o extraordinário nível apresentado por Linda Nosková, sobretudo no serviço, reconheceu que praticamente não encontrou oportunidades para alterar o rumo do encontro e explicou que sai satisfeita com a evolução demonstrada ao longo destas duas semanas. Além disso, garantiu que estas duas meias-finais consecutivas em torneios do Grand Slam não alteram a forma como encara a competição e que já está focada em continuar a evoluir para a digressão norte-americana.
ORGULHOSA DA SUA CAMPANHA EM WIMBLEDON
“Saio deste torneio apenas com sentimentos positivos. Como disse depois da terceira ronda, sinto-me muito feliz por estar aqui. Hoje nada mudou, estou muito satisfeita com o torneio. Se alguém me dissesse há duas semanas que ia chegar até aqui, teria assinado de imediato. Por isso, está tudo bem.
Não consigo comparar esta derrota com a de Paris. Antes do encontro disse que hoje senti verdadeiramente que joguei uma partida. Em Roland Garros não foi assim. Todo o mérito para a Linda, que jogou um ténis incrível. O serviço dela foi uma autêntica loucura. A Sandra disse-me que a qualidade do serviço dela foi de 9,5 em 10. Não podia ter servido melhor. Sei que sou uma boa resposta ao serviço, mas hoje havia muito pouco que pudesse fazer. Quase não tive oportunidades. É uma pena que isto tenha acontecido numa meia-final, mas sei que dei tudo o que tinha. Agora é altura de virar a página e estou muito entusiasmada por começar a digressão norte-americana.”
NÍVEL DE NOSKOVA
“Está tudo ligado. O serviço dela foi tão bom que praticamente não me deixou entrar no encontro. É verdade que consegui quebrar-lhe o serviço uma vez, mas, de um modo geral, quase nunca estive perto de criar oportunidades de break. Foi muito difícil.
Também não acho que tenha servido mal. Ela respondeu muito bem ao meu segundo serviço e, além disso, teve uma percentagem de primeiros serviços muito elevada. Ganhou cerca de 90% desses pontos, o que é extraordinário, especialmente contra uma jogadora como eu, que costuma responder muito bem. Foi duro, mas fiz tudo o que estava ao meu alcance.
Estive sob pressão durante todo o encontro. Como ela começou a servir nos dois sets, estive sempre em desvantagem no marcador, e isso nunca é fácil. Nos jogos em que servi a 4-5 não servi particularmente bem e penso que foi uma combinação de vários fatores. Na verdade, não estava cansada nem senti dificuldades por causa do calor. A única coisa que realmente me irritou hoje foi a quantidade de vezes que o serviço dela tocou nas linhas.”
DERROTA QUE REFORÇA A SUA CONFIANÇA
“Neste momento, aquilo que mais feliz me deixa é a liberdade que dei a mim própria para experimentar coisas diferentes em court e simplesmente jogar ténis. A relva nunca foi a minha melhor superfície e, provavelmente, continua a não ser. Também estou muito satisfeita com a forma como encaro as derrotas. Uma coisa é falar sobre isso e outra é vivê-lo. Neste momento estou aqui sentada e sinto, sinceramente, que hoje saio daqui como uma vencedora. É isso que realmente importa.
Talvez um pouco mais de sorte também me fizesse bem, porque não tive muita em nenhuma destas duas meias-finais. Mas, deixando as brincadeiras de lado, é preciso que muitas coisas se alinhem para conquistar um Grand Slam. Há sempre aspetos que podem ser melhorados: a resposta ao serviço, o serviço, a concentração, a tomada de decisões… Há muito por onde continuar a evoluir.
Disputei a minha primeira meia-final de um Grand Slam há apenas um mês e agora cheguei à segunda, por isso ainda é cedo para encontrar padrões. Espero ter muitas mais oportunidades. Para já, fico muito grata por ter alcançado estas duas meias-finais consecutivas e por tudo o que eu e a minha equipa conseguimos alcançar.”
- Categorias:
- Grand Slams