Korda ganha nova vida: «Recordei-me porque jogo, continuo obcecado pelo ténis»
Sebastian Korda entrou determinado na nova temporada e o título no ATP 250 de Delray Beach veio trazer uma nova vida para o norte-americano que parece, finalmente, livre de problemas físicos.
O tenista de 25 anos deu uma entrevista ao Tennis Channel onde explicou a importância que este título teve, deixando claro o amor que tem pela modalidade.
A DAR PASSOS EM FRENTE
Acho que desde outubro tenho vindo a funcionar muito bem, o único que me faltava era render nos torneios. Sentia que estava a treinar bem, que fazia as coisas certas, embora não tenha tido uma boa digressão australiana. Depois joguei um Challenger em San Diego para somar jogos, comecei a jogar melhor em Dallas, por isso diria que foi uma combinação de fatores. Soube manter-me competitivo, aceitar situações de pressão e sentir-me confortável mesmo dentro do desconforto.
VENCEU TOMMY PAUL NA FINAL
A verdade é que não sei porque tenho um registo tão bom contra o Tommy. Jogámos algumas vezes quando cheguei ao circuito e depois passou muito tempo entre encontros. Tento sempre ser o mais agressivo possível, porque se o deixas mandar no jogo torna-se muito complicado. Move-se incrivelmente bem, é um atleta impressionante, além de ser muito bom na rede. A chave é mantê-lo no fundo do court e movimentá-lo o tempo todo, mas é preciso jogar um ténis muito sólido para conseguir isso.
EM GRANDE NO SERVIÇO
Temos trabalhado muito no serviço, essa tem sido a chave. Tive uma lesão no cotovelo e passei quase um ano sem conseguir servir como queria, mas nesta pré-época trabalhei muito nisso com o meu treinador, Ryan Harrison. Ajustámos o ritmo e foquei-me em aumentar a percentagem de primeiros serviços. Antes tinha muitos serviços não devolvidos, mas a minha percentagem era de 50–60%, por isso também perdia pontos fáceis. Agora tenho uma percentagem mais alta de primeiros serviços, o que torna os jogos de serviço mais simples e permite-me pressionar mais na resposta.
AMOR PELO TÉNIS
Desde criança que sonhava com isto, apaixonei-me pelo ténis. Tive alguns momentos difíceis com lesões e ansiedade por estar fora da competição, mas nas últimas semanas acalmei-me e recordei-me porque jogo. Continuo obcecado com o ténis, adoro vê-lo e adoro jogá-lo. Quero ser melhor do que antes, superar o meu melhor ranking. Adoro a sensação de evoluir, sinto que sou melhor jogador do que há um ou dois anos e isso é o mais gratificante.
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