Iva Jovic continua a surpreender e a deixar o mundo do ténis sem palavras no Open da Austrália 2026. Depois de assinar a melhor vitória da ainda curta carreira ao eliminar Jasmine Paolini na terceira ronda, a jovem norte-americana deu mais um passo impressionante ao aplicar uma derrota categórica a Yulia Putintseva, permitindo-lhe apenas um jogo no caminho para os seus primeiros quartos de final de um Grand Slam.
O próximo desafio é de máxima exigência: Aryna Sabalenka, número um mundial e grande favorita ao título. Um teste que servirá para medir o verdadeiro alcance de Jovic ao mais alto nível. Ainda assim, a jovem jogadora mostra-se confiante e orgulhosa do percurso realizado.
Sobre a dificuldade de gerir emoções após vitórias marcantes, Jovic foi clara: “É difícil, sobretudo num Grand Slam. Há muita gente, imprensa, adeptos… tentei concentrar-me no próximo jogo e resetar o melhor possível, sabendo que ainda havia muito trabalho pela frente”.
Conhecida pelo seu estilo agressivo, explicou a origem dessa identidade em campo: “Foi sobretudo o meu pai que me ensinou a jogar assim. Incutiu-me a mentalidade de dominar, de jogar com intenção, algo que acredito ser essencial para o sucesso a longo prazo”.
Questionada sobre a ausência de pressão nesta fase, Jovic rejeitou o rótulo de surpresa: “Não sinto que esteja a jogar acima do meu nível. Tenho vindo de semanas muito boas e este ténis é confortável para mim. Elevei o meu nível base na pré-temporada e espero mantê-lo”.
Sobre o duelo com Sabalenka, a norte-americana mostrou ambição: “Estou nos quartos de final de um Grand Slam, isso já é incrível. Vou jogar contra uma das melhores do mundo e vou confiar no nível que tenho mostrado”.
Jovic destacou ainda a evolução física e mental no último ano e o papel fundamental da família: “Aprendi que sou resiliente e que pertenço a este nível. Tenho um grande apoio à minha volta, e isso faz toda a diferença”.
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