Jasika questiona suspensão de Kyrgios: «É difícil não pensar como teria sido a minha vida»

Por Pedro Gonçalo Pinto - September 4, 2026
kyrgios

A suspensão de apenas um mês aplicada a Nick Kyrgios por um positivo por cocaína provocou uma reação particularmente forte de Omar Jasika. O australiano, que em 2018 recebeu dois anos de suspensão depois de testar positivo para a mesma substância, admite ter sentido várias emoções ao tomar conhecimento da decisão.

“Antes de mais, isto não é um ataque ao Nick. Ele é meu amigo e, honestamente, apoio-o neste processo. Fico contente por ter tido a oportunidade de entrar num programa de tratamento, cuidar de si próprio e seguir em frente com a sua vida e carreira”, começou por explicar Jasika.

O problema, para o antigo campeão do US Open de juniores, está na enorme diferença entre os dois casos e, sobretudo, nas regras que existiam na altura. “Em 2018, recebi uma suspensão de dois anos depois de testar positivo para a mesma substância. Assumi a responsabilidade pelos meus atos e cumpri todos os dias dessa suspensão”, refere. Jasika recorda ainda que a pandemia de COVID-19 surgiu pouco depois de poder regressar à competição, fazendo com que, na prática, tivesse perdido “quase quatro anos da carreira, numa das fases mais importantes da vida”.

As regras antidoping permitem atualmente uma redução da suspensão quando o consumo acontece fora de competição e o jogador aceita realizar um programa de tratamento aprovado. Foi precisamente essa possibilidade que não existia para Jasika. “Não estou a dizer que o Nick devia ter recebido uma suspensão mais longa. Não acredito nisso. O que estou a dizer é que gostava de ter tido a mesma ajuda e compreensão disponíveis para mim”, afirmou.

Jasika considera positiva a evolução do sistema, mas deixa uma questão difícil de ignorar: “É difícil não pensar como teria sido a minha vida e a minha carreira se essas mesmas opções tivessem existido para mim.” E vai mais longe: “É uma questão de perguntar a mim próprio se a punição que recebi foi justa e se aqueles que foram afetados pelas regras antigas não deveriam ter os seus casos revistos.”

Leia também:

 

O ténis entrou na minha vida no momento em que comecei a jogar aos 7 anos. E a ligação com o jornalismo chegou no momento em que, ainda no primeiro ano de faculdade, me juntei ao Bola Amarela. O caminho seguiu com quase nove anos no Jornal Record, com o qual continuo a colaborar mesmo depois de sair no início de 2022, num percurso que teve um Mundial de futebol e vários Europeus. Um ano antes, deu-se o regresso ao Bola Amarela, sendo que sou comentador - de ténis, claro está - na Sport TV desde 2016. Jornalismo e ténis. Sempre juntos. Email: pedropinto@bolamarela.pt
Bola Amarela
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.