Jannik Sinner: «O que menos gosto no ténis são as conferências de imprensa»

Por Rodrigo Caldeira - March 9, 2026
Jannik-Sinner

Jannik Sinner realizou uma grande exibição frente a Denis Shapovalov na terceira ronda do Indian Wells Masters de 2026. No entanto, para além do seu bom momento de forma, o número dois do ranking ATP mostrou o seu lado mais sincero ao reconhecer que aquilo de que menos gosta no circuito são as conferências de imprensa e tudo o que está relacionado com os meios de comunicação.

Ainda assim, teve tempo para comentar a polémica relacionada com os warnings por tempo e com o relógio eletrónico, tema sobre o qual Carlos Alcaraz se tem queixado bastante nas últimas semanas.

O QUE MENOS GOSTA NO CIRCUITO 

“O que menos gosto são as conferências de imprensa (sorri), responder sempre às mesmas perguntas. Não é que não goste. Faz parte do trabalho, sabes. Gosto de sair, jogar e viver. Acho que temos uma vida maravilhosa. Vemos tantos sítios fantásticos… Obviamente, ao fazê-lo ano após ano, acabamos por ir sempre aos mesmos lugares, por isso já sabes de antemão que tipo de sítios te agradam um pouco mais e quais te agradam um pouco menos.”

POSIÇÃO PRIVILEGIADA 

“Acho que temos uma vida muito boa, muito agradável e também muito segura, por estarmos rodeados de pessoas fantásticas. Estou numa posição muito privilegiada, porque também posso viajar com muitas pessoas, sabes? Aqui tenho alguns amigos, e isso ajuda-me bastante. Por isso, na verdade não há nada de que eu não goste. Acho que é mais uma questão do conjunto de tudo, sabes.”

PERSONALIDADE MAIS RESERVADA 

“Sim, talvez seja por isso. Eu gosto de jogar ténis e gosto de passar tempo com as pessoas de quem gosto, além de partilhar bons momentos com a minha equipa. É assim que eu sou. As conferências de imprensa… não sou o tipo de pessoa que gosta delas. Não quero nem preciso de mostrar tudo.”

POLÉMICA COM OS WARNINGS 

“Especialmente depois de trocas longas ou dependendo de onde terminou o ponto, às vezes é preciso correr um pouco. Mas são as regras, são iguais para todos. Neste momento há situações em que ultrapassas o tempo de serviço por um ou dois segundos, o que às vezes é normal. No meu caso, tento manter-me dentro dos 25 segundos. Tenho o meu ritmo ou a minha rotina antes de servir, mas às vezes não a faço porque acabaria por ultrapassar o tempo. É o que é. Não cabe a mim mudar essa regra.”

Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.
Bola Amarela
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