História no circuito Challenger com final entre ‘gays’; ex-top 40 regressa aos títulos seis anos depois

Por Tomás Almeida - September 13, 2026
Brunold-ReisdaSilva

Mais um fim-de-semana de decisões no circuito Challenger e desta feita trazemos duas histórias especiais e entusiasmantes que merecem o nosso destaque.

Começando pela final que reserva contornos históricos e que vai marcar indubitavelmente a temporada no circuito masculino. Este domingo, em Tulln, na Áustria, o título do ATP Challenger 100 foi discutido entre dois tenistas assumidamente homossexuais: o brasileiro João Lucas Reis da Silva e o suíço Mika Brunold, num encontro do qual o jogador do ‘Velho Continente’ saiu vencedor.

Na cerimónia de entrega dos troféus, este acontecimento não foi obviamente ignorado, tal o impacto que representa para a modalidade. Brunold fez questão de agradecer ao brasileiro por tê-lo ajudado a assumir publicamente a sua orientação sexual, afirmando que este feito alcançado em conjunto pode também servir de inspiração para pessoas que estejam a enfrentar dificuldades com a sua sexualidade.

“Parabéns por uma grande semana, a ti e ao teu treinador. O teu nível foi mesmo muito, muito alto. Tornaste a vida muito difícil nesta final e também quero agradecer-te, porque um ano depois de assumires a homossexualidade eu fiz o mesmo e tu foste e és uma grande inspiração para mim. Estou mesmo muito orgulhoso de nós. Podemos ser exemplos para tantas pessoas que têm dificuldades com a sua sexualidade. Por isso, muito obrigado e boa sorte para o teu futuro.”, afirmou o campeão do Challenger austríaco.

Um dia inesquecível para ambos os protagonistas de um duelo que ficará eternizado nos livros!

Ainda este domingo, mas no continente asiático, assistimos à vitória do bielorrusso e ex-top 40 Ilya Ivashka. O jogador de Leste, que ocupa atualmente a modesta 393.° posição da hierarquia mundial, voltou aos títulos no circuito secundário, no qual já não vencia desde outubro de 2020. Na final do Challenger 1000 de Xangai, Ivashka salvou dois match-points para bater o jovem russo Marat Sharipov com os parciais de 6-4, 3-6 e 7-6(7).

Além de ter quebrado o forte jejum de títulos, Ivashka garantiu igualmente a oportunidade de disputar o quadro principal do ATP Masters 1000 de Xangai como wild-card fruto deste êxito alcançado no Challenger chinês.

Uma bela recompensa para um atleta que já viveu tempos mais felizes e procura regressar novamente à elite!

A minha paixão pelo ténis começou aos 10 anos e desde então tem crescido dia após dia. Já deixou de ser um mero desporto para mim, enquanto consumidor de tudo um pouco, ... bem, talvez nunca tenha sido... Estou aqui para continuar a ser surpreendido e a aprender com algo único e incomparável como o ténis. Hoje em dia não me consigo imaginar a viver sem a bola amarela no canto do olho. Quero seguir neste mundo e fazer dele o meu futuro, crescendo com todas as aprendizagens adquiridas a partir de valiosas experiências. Continuem desse lado!
Bola Amarela
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