Henry Patten critica a reforma dos pares: »É preciso fazer crescer a modalidade, não retirar oportunidades»

Por Rodrigo Caldeira - July 13, 2026
Heliovaara-Patten

A conquista do título de pares masculinos em Wimbledon 2026 serviu para Henry Patten deixar uma mensagem firme em defesa da variante de pares. O britânico aproveitou a visibilidade proporcionada pela vitória para manifestar a sua oposição às propostas que a ATP está a estudar com vista a 2028, que passam por reduzir a dimensão dos quadros e diminuir o peso da competição de pares no circuito.

Nas últimas semanas, tornou-se público que a ATP está a analisar uma profunda reforma, que poderá incluir menos vagas nos torneios e uma redistribuição dos prémios monetários, medidas que têm gerado grande preocupação entre os especialistas da modalidade. Ainda no Court Central de Wimbledon e com o troféu nas mãos, Patten fez questão de defender a importância dos pares num discurso muito aplaudido pelo público.

“A ATP apresentou propostas que poderão levar à redução da competição de pares. Eu acredito firmemente que estamos aqui para fazer crescer a modalidade”, afirmou.

O britânico apontou então para as bancadas completamente cheias do Court Central como forma de defender que a competição de pares também é capaz de proporcionar grandes emoções e atrair o interesse do público.

“Este é um excelente exemplo da alegria que a competição de pares pode proporcionar. Acho que devíamos estar a criar mais oportunidades para as crianças, quer queiram seguir uma carreira nos pares ou nos singulares”, explicou.

A sua reflexão terminou com uma frase que resume o sentimento de muitos especialistas da modalidade, preocupados com o futuro da disciplina: “Devíamos estar a fazer crescer a modalidade, em vez de retirar oportunidades.”

As declarações de Patten surgem apenas alguns dias depois de terem sido conhecidos os planos de reforma da ATP, que preveem quadros mais reduzidos e um menor peso económico para a competição de pares. Neste contexto, o campeão de Wimbledon quis aproveitar um dos maiores palcos do ténis mundial para recordar que os pares também fazem parte do espetáculo e que limitar o seu desenvolvimento significaria fechar portas às futuras gerações de jogadores.

Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.
Bola Amarela
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