Henrique Rocha afirma após desaire: «Foi dos melhores jogos em termos de sensações dentro do court»
Henrique Rocha, número três nacional e recente campeão do ATP Challenger 125 do Porto, chegava à 9.º edição do Maia Open com o estatuto de segundo pré-designado e natural candidato à vitória, mas de forma surpreendente foi eliminado na primeira ronda diante do tenista indiano Sumit Nagal.
Apesar da derrota, o atleta luso de 22 anos admitiu em conferência de imprensa estar feliz com o nível de jogo apresentado ao longo das quase três horas de batalha, falou sobre o objetivo do top 100 mundial e ainda comentou acerca de Pepe Vendrell, renomado treinador espanhol com quem o portuense começou a trabalhar no passado mês de setembro.
ANÁLISE AO ENCONTRO
A verdade é que foi um jogo incrível e que jogámos os dois muito bem. Estou muito feliz por isso, porque de facto acho que fiz as coisas que tinha a fazer. Deve ter sido dos meus melhores jogos em termos de sensações dentro do campo. É importante ter esse sentimento de que estou no caminho certo. Estou feliz por ter jogado esta batalha. O único momento em que não consegui dominar tanto o jogo foi no final do segundo set. Acho que tanto no primeiro como no terceiro set o jogo dependeu sempre muito de mim. Isso é um bom sinal. Foram pequenos pormenores que me fizeram estar tão por cima do jogo durante a maior parte do jogo. Hoje acabou por não cair para mim, mas certamente amanhã se calhar jogávamos o mesmo jogo e poderia ganhar mais tranquilo.
OBJETIVO DO TOP 100
Acho que durante o jogo, sinceramente, não pensei nenhuma vez. É algo que tenho presente. Não é um objetivo que quero até o final do ano. Mas acho que a jogar assim, certamente, vai acabar por aparecer mais dia menos dia. Estou feliz com o processo que levo e o top 100 acaba por ser mais uma etapa. Não quero chegar aos 95 e parar por aí. Por isso, são pequenas metas bonitas e que acabam por exigir bastante trabalho. Fazer parte deste momento de quase chegar já é bonito.
PRIMEIROS TEMPOS COM NOVO TREINADOR
O Pepe já está a trabalhar comigo há um mês. Já fez a semana de preparação de Sevilha, fez Sevilha e agora estes dois torneios. Estou muito feliz, tem sido um mês de muita melhoria. Vou continuar a trabalhar também com o André e estou muito feliz por estar com os dois. Já tinha treinado com ele, quando estava com o Bautista. Tinha treinado com eles no Estoril e foi uma pessoa que, não é que me surpreendeu, mas tinha muito boas impressões e acabou por ser um bom timing porque o Bautista retirou-se. Ele vai fazer mais semanas que o André, vai estar comigo na maioria das semanas. Será mais ou menos 70-30. O Pepe passará mais tempo comigo, mas os dois são igualmente principais.
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