Gauff esclarece lance polémico: «Se tivesse perdido o ponto, ela também estaria no direito de pedir a repetição»

Por Tomás Almeida - October 6, 2026

Coco Gauff está nos oitavos-de-final do WTA 1000 de Pequim, depois de ter eliminado a jovem prodígio chinesa de 16 anos Sun Xinran.

O encontro da norte-americana na capital chinesa ficou, ainda assim, marcado por uma situação muito semelhante à que havia ocorrido alguns dias antes com Alexander Zverev.

No momento em que servia para evitar a perda do primeiro set, Gauff queixou-se ao árbitro de uma interferência causada pela mudança de luzes nos painéis laterais do court, algo que segundo a própria devia motivar a repetição do ponto. Diga-se, esse ponto perdido por Gauff numa primeira instancia acabou por ser jogado novamente e ganho pela número quatro mundial.

Algumas horas depois, Gauff veio deixar uma mensagem de defesa pessoal na sua conta X em resposta a um comentário bastante ofensivo e racista de um perfil associado à rede social. “Vocês podem não gostar de mim ou discordar do que aconteceu sem serem racistas. A quantidade de comentários e mensagens privadas racistas que recebi nas últimas horas é absurda. Por último: não sou trapaceira nem ladra.”, sublinhou.

Ainda descontente com o mal-entendido, a norte-americana escreveu um extenso comunicado na sua conta de Instagram, esclarecendo de forma detalhada os principais pontos desta polémica situação.
COMUNICADO:

“Olá a todos — deixem-me explicar.

1. Vi a luz a piscar no início do ponto, mas não tinha a certeza se era realmente isso que tinha visto.

2. Antes dos jogos, dizem-nos que temos autorização para continuar a jogar até terminar o ponto, por isso TENHAM ISSO EM MENTE: estou a pensar em tudo isto enquanto estou a jogar o ponto. Qualquer situação pode ser contestada depois de o ponto terminar (tal como acontece na maioria dos desportos, é possível rever uma decisão depois de a jogada terminar; pessoalmente, acho que esta é a regra correta). Se eu tivesse perdido o ponto, a minha adversária também teria toda a liberdade para fazer exatamente a mesma coisa e pedir a repetição do ponto, e estaria completamente no seu direito de o fazer.

3. Quando a luz voltou a piscar, levantei as mãos antes de ela bater na bola porque foi nesse momento que tive a certeza de que tinha visto a luz a piscar e que não era a minha mente a pregar-me partidas, lol. (O que, mais uma vez, não importa, porque qualquer situação pode ser contestada depois de o ponto terminar.)

4. Foi uma situação infeliz, mas está fora do meu controlo. Os artigos de opinião a chamarem-me injusta são ridículos, quando essas são as regras. Não fui eu que as criei,, acho estranho estar a receber ódio por estar simplesmente a seguir as regras.

A Xinran é um talento e uma jogadora incríveis. Pedi-lhe desculpa pela situação no final do encontro e ela compreendeu perfeitamente. Não gostei de a ver tão emocionada, porque já passei por isso e compreendo perfeitamente o que é estar nessa situação. Mas isto é apenas o início de uma carreira incrível. Foi uma honra partilhar o court com ela perante o seu público em casa.”

A minha paixão pelo ténis começou aos 10 anos e desde então tem crescido dia após dia. Já deixou de ser um mero desporto para mim, enquanto consumidor de tudo um pouco, ... bem, talvez nunca tenha sido... Estou aqui para continuar a ser surpreendido e a aprender com algo único e incomparável como o ténis. Hoje em dia não me consigo imaginar a viver sem a bola amarela no canto do olho. Quero seguir neste mundo e fazer dele o meu futuro, crescendo com todas as aprendizagens adquiridas a partir de valiosas experiências. Continuem desse lado!
Bola Amarela
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.