Fritz salienta: «Não estava à espera de jogar sem dores no joelho. É muito promissor.”
Depois de ter sido pouco feliz na United Cup, onde venceu apenas um encontro, o norte-americano Taylor Fritz (9.º ATP) passou com distinção pelo primeiro obstáculo no Open da Austrália, ao derrotar o francês Valentin Royer (58.º) em quatro sets, e assegurou lugar na 2.º ronda pela oitava edição consecutiva do Grand-Slam australiano.
A confrontar-se com problemas no joelho desde o final da última temporada, que lhe tem retirado a possibilidade de competir dentro dos níveis exigidos no circuito, o tenista californiano de 28 anos revelou já após o jogo e diante dos jornalistas estar a ver melhorias na recuperação dessa lesão. “Notei algumas melhorias bastante significativas no meu joelho. Esse era o objetivo, começar a senti-lo depois de pouco mais de dois meses neste programa de fortalecimento do tendão. Estou muito melhor do que esperava, considerando como me senti durante a primeira semana na Austrália. Não esperava conseguir jogar com as exigências físicas e a duração da partida de hoje sem sentir tanto o joelho. É muito promissor.”
No entanto, acrescentou que a semana de preparação para o torneio não correu bem. “Infelizmente, outras lesões surgiram esta semana enquanto eu me preparava, o que é uma pena.” Sem querer entrar em detalhes, Fritz deixou bem vincada a ideia de que esta situação não é nova para si e que terá de saber lidar com ela: “Não quero entrar em detalhes. Talvez fale sobre isso depois do torneio, mas tenho que lidar com isso conforme acontece, porque é algo com que já lidei antes, então, bem, estou familiarizado com a situação.”
No final, foi ainda confrontado com a questão do calendário e o peso que o mesmo pode ter no descanso e na preparação física dos jogadores de uma temporada para a outra: “Se observares o circuito, não sou o único. Há muita gente a começar o ano com lesões. Talvez a temporada seja longa demais, não sei. Talvez quatro semanas não sejam suficientes para uma recuperação completa. É o que é. Eu preparei me bastante durante a pré-temporada para me recuperar, mas, ao mesmo tempo, a pré-temporada é tão curta que precisas de treinar muito, senão começas o ano com a sensação de que não jogaste partidas suficientes ou não tiveste tempo suficiente em quadra, o que é muito parecido com o que eu sinto.”
