Fritz lança críticas às bolas do US Open: «Precisamos de treinar com as mesmas bolas com que competimos»

Por José Morgado - September 11, 2026
Foto: EPA

Taylor Fritz lançou um forte desabafo sobre as bolas Wilson utilizadas no circuito, garantindo que existe uma diferença significativa entre as bolas usadas nos torneios e as versões vendidas ao público.

O norte-americano explicou que, depois de disputar Washington, Cincinnati e o US Open, ficou perfeitamente familiarizado com as bolas oficiais. No entanto, nos últimos dois dias de treino, sentiu diferenças enormes com bolas Wilson US Open compradas para uso doméstico. “São vendidas, comercializadas e identificadas como as mesmas bolas, mas a forma como saem da minha raquete e a sensação que transmitem não podiam ser mais diferentes.”

Fritz garante ter experimentado bolas de várias caixas para excluir a possibilidade de se tratar apenas de um lote defeituoso. “As bolas com que estou a treinar parecem literalmente bolas verdes para crianças: incrivelmente macias, mortas e sem força.”

O problema, segundo o norte-americano, ultrapassa a simples frustração e pode afetar a qualidade do treino. “Precisamos de poder treinar com as mesmas bolas com que competimos. Não devia ser assim. Estou a ter de ajustar a forma como bato na bola para compensar uma bola que se comporta de maneira completamente diferente daquela que usamos em competição.”

Fritz diz ter notado esta discrepância entre bolas de venda comercial e bolas de torneio da Wilson e da Dunlop há cerca de ano e meio. “A nível profissional, não estou a exagerar: isto faz mesmo uma diferença enorme.”

O norte-americano fez ainda questão de esclarecer que as críticas não são uma desculpa para qualquer derrota. “Para quem está a tentar relacionar isto com a minha derrota ou dizer que estou a arranjar uma desculpa, procurem ajuda. Gosto muito das bolas do torneio. O meu desabafo é apenas porque também gostava de ter essas bolas quando volto a casa para treinar.”

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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