Fritz depois de vencer Opelka: «Preciso de subir mais à rede»
Taylor Fritz (7º) procura dar o salto neste Miami Open 2026, um torneio que poderá ser o último antes de uma paragem prolongada, devido á sua lesão crónica no joelho. Para já, o norte-americano soma duas vitórias e vai agora defrontar Jiří Lehečka (22º) nos oitavos de final.
Antes de enfrentar esse próximo desafio, agendado para a próxima terça-feira (24), Fritz comentou em conferência de imprensa o quão complicado é jogar contra amigos do circuito, como aconteceu no seu último duelo frente a Reilly Opelka (67º).
JOGAR CONTRA OPELKA
“Não é propriamente divertido quando tens de jogar contra um amigo, embora já esteja habituado a isso há muito tempo. Depois de jogar tantas vezes contra o Reilly, o Tommy ou o Frances, acabas por te habituar. É o que é, tens de entrar em campo e jogar. Quando os conheci, tínhamos uns 14 ou 15 anos. Nessa altura, eu era o pior, posso garantir, e todos o vão confirmar, mas isso não é o mais importante. Diria que o Frances era o mais avançado, com o Tommy e o Reilly muito perto. Sinto que eu estava bastante atrás deles.”
SENTIR-SE CONFORTÁVEL NOS TIE BREAKS
“Tens de estar em sintonia com as condições do court e com as bolas, sentir-te confortável com elas. Às vezes ajuda ir para a frente, outras vezes ficar mais atrás, junto à linha de fundo, depende das condições. Hoje, por exemplo, percebi que teria mais sucesso se recuasse, por isso optei por isso. Ele também cometeu alguns erros no primeiro set, e depois no segundo consegui ganhar-lhe alguns pontos importantes, o que me deixou muito satisfeito. É engraçado porque a forma como lhe quebrei o serviço no segundo set é precisamente a forma como ele costuma quebrar o meu, o que é bastante irritante (risos).”
SUBIR MAIS Á REDE
“Concordo com a ideia de que terminar mais pontos na rede é algo que me vai ajudar, mas também é preciso criar mais ritmo nessas jogadas, como uma bola mais curta que me permita avançar. Às vezes, quando não tenho esse ritmo, sinto que não sou suficientemente eficaz contra jogadores mais rápidos. Não consigo colocá-los numa posição suficientemente difícil para evitar que me passem ou que façam uma boa pancada, porque isso obriga-me a fazer um volley perfeito. A intenção é clara, mas é fácil dizê-lo da cabine de comentador, lá em baixo é mais complicado. Preciso de subir mais à rede, sim, mas antes tenho de melhorar as pancadas que antecedem o volley.”
BOM MOMENTO DE KORDA
“Vi-o jogar bastante em Dallas, tivemos um jogo muito equilibrado. Acho que joguei muito bem nesse encontro e estive a apenas dois pontos de perder, por isso imagina. Sei que tem vindo a jogar bem nas últimas semanas, voltou a servir muito bem, está muito agressivo e a bater forte desde o fundo do court. Está a servir até melhor do que o habitual, nota-se que está com confiança.”
JOGAR CONTRA O Nº1
“Não costumo pensar que estou a jogar contra o número um do mundo. Na minha cabeça, vejo apenas o adversário como um dos melhores jogadores e nada mais — não penso no ranking. Quando joguei contra o Nadal e o venci, talvez tenha pensado que também poderia ser número um do mundo um dia, embora saiba que não é assim tão simples. Esses jogos são sempre emocionantes. O mesmo quando enfrentei o Djokovic, também não estava a pensar que ele era o número um. Na Laver Cup, ganhei ao Carlos e, para mim, significava dar um ponto importante à equipa, mas nem sequer pensei que ele era o número um naquele momento. É ótimo entrar em campo e jogar, especialmente quando és mais jovem, sem pressão, entras apenas para te divertires.”
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