Fonseca sem filtros sobre 2026: «Sofri muitas lesões este ano»

Por José Morgado - September 18, 2026
Fonseca

João Fonseca regressa este fim de semana à competição na eliminatória da Taça Davis entre Brasil e Suíça, depois de ter falhado o US Open devido a uma lesão. O jovem brasileiro, de 20 anos, admitiu que a recuperação foi particularmente difícil e reconheceu o impacto que os problemas físicos tiveram na sua temporada. Fonseca começou 2026 condicionado por uma lesão nas costas, mas conseguiu recuperar e protagonizar boas exibições frente a nomes como Carlos Alcaraz, Jannik Sinner e Alexander Zverev. Nos últimos meses, porém, voltou a ser afetado por problemas físicos.

Em conferência de imprensa, o brasileiro explicou o processo de recuperação: “A minha recuperação foi difícil. Obviamente, gostaria de ter jogado o US Open e de estar numa melhor forma física e mental. Sofri muitas lesões este ano. Voltei a treinar na semana passada e comecei a sentir-me novamente bem em court. Tentei recuperar o mais rapidamente possível para estar aqui.”

A Taça Davis assume uma importância especial para Fonseca, que garante ter sempre encarado esta competição de forma diferente desde os tempos de júnior. “Toda a gente sabe o quão importante a Taça Davis é para mim. Desde os meus tempos de júnior, sempre me entreguei muito à Taça Davis. Foram sempre as semanas mais importantes do ano para mim. Regressava sempre mais leve, mais feliz. Estar aqui com a equipa, neste ambiente de união, é fantástico e muito produtivo para todos.”

Fonseca começa a eliminatória frente a Dominic Stricker, mas não esconde a satisfação por poder defrontar Stan Wawrinka, num eventual segundo encontro. O suíço está a disputar a sua última temporada no circuito. “Acho que temos de pensar jogo a jogo. Primeiro temos o encontro com Dominic Stricker, que é um jogador muito completo. Esteve entre os 100 melhores e já venceu grandes jogadores. Depois, o próximo passo será em court. Por isso, vamos avançar passo a passo. Mas, obviamente, em relação ao encontro de sábado, será uma honra. Toda a gente sabe que Wawrinka é um jogador incrível. A carreira que tem no ténis é enorme. Será, sem dúvida, uma enorme honra.”

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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