Fognini: «Sinner tem um futuro brilhante, mas ainda não ganhou nada»

Por Tiago Ferraz - Abril 16, 2020
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EPA/SCOTT BARBOUR AUSTRALIA AND NEW ZEALAND OUT

O tenista italiano Fabio Fognini deu uma entrevista à Rai Radio 1, de Itália, onde falou da questão da pandemia do coronavírus.

«Tenho saudades do ténis, já não jogo há um mês, mas vejo a segunda metade da temporada muito cinzenta. A competição deve ser retomada quando a pandemia acabar. É muito difícil pensar-se em jogar à porta fechada. Não vou participar em nenhum torneio se não for seguro», salientou.

O tenista transalpino mostra-se incomodado pelo facto de Itália só estar preocupada com o regresso do futebol e deixa críticas:

«Só se fala do futebol porque gera dinheiro, mas está a deixar-se de lado outras modalidades, ainda que eu ache que isso é correto. Falei com outros tenistas como Wawrinka e Feliciano López que também me dizem que devemos analisar melhor a situação quando tudo isto passar», salientou, citado pelo AS.

Fognini falou ainda sobre o seu compatriota Jannik Sinner e pede cautela:

«O Sinner ainda não fez nada tem um futuro brilhante pela frente, mas em Itália gostam de dar destaque aos jovens ainda que eles não tenham vencido nada».

O italiano falou ainda da possibilidade do Masters 1000 de Roma poder ser jogado noutra cidade e não está de acordo:

«Roma é Roma. Como italiano, eu adoro o Masters 1000 de Roma. Entendo que a federação e os fãs queiram jogar noutra cidade, mas espero que não seja uma realidade. Seria muito diferente se o torneio se jogasse em Turim, Nápoles, ou Génova», disse.

Flávia Pennetta também falou e, em tom de humor, diz o que se poderá passar na fase de confinamento:

«Jogamos ténis em casa, temos a felicidade de ter um jardim. Os dez primeiros dias em casa foram complicados, mas agora estou muito contente por estar em casa. Temos uma vida diária que nunca tínhamos experimentado. No final desta quarentena, ou estou grávida ou divorcio-me», concluiu.

Tiago Ferraz
Jornalista de formação, apaixonado por literatura, viagens e desporto sem resistir ao jogo e universo dos courts. Iniciou a sua carreira profissional na agência Lusa com uma profícua passagem pela A BolaTV, tendo finalmente alcançado a cadeira que o realiza e entusiasma como redator no Bola Amarela desde abril de 2019. Os sonhos começam quando se agarram as oportunidades.