Fery pronto para a nova fase: «Vão mudar muitas coisas, será um desafio gerir tudo isto»

Por Nuno Chaves - July 11, 2026
Foto: EPA

Arthur Fery viu o sonho chegar ao fim ao perder nas meias-finais de Wimbledon, no entanto, o balanço do britânico só podia ser positivo.

Em conferência de imprensa, Fery, que vai entrar no top 40 mundial, falou das suas sensações e reconhece que pode entrar numa nova fase da sua vida.

EXIBIÇÃO NÃO TÃO BOA

Sentia-me bem antes do encontro, mas por alguma razão não me senti completamente confortável como nos outros dias. Em parte por causa do adversário e da forma como ele estava a jogar. Não me senti tão confortável nem tão à vontade como tinha acontecido anteriormente. Houve muitos altos e baixos ao longo do encontro. Não joguei um bom tie-break. Ele colocou sempre uma pressão constante. Nunca consegui ganhar muito ritmo, praticamente não houve trocas de bola e as bolas vinham mais rápidas do que nos outros dias e daquilo a que estou habituado. Não estive tão rápido com os pés nem mentalmente e, contra um jogador deste nível, isso acaba por pesar rapidamente.

ENTRADA NO TOP 40

Vão mudar muitas coisas, disso tenho a certeza. Vou poder jogar torneios do circuito durante pelo menos um ano completo e espero que durante muito mais tempo. Será interessante perceber como vou lidar com essa mudança e com tudo o que isso implica em termos de expectativas, tanto minhas como do público e de todos os que me acompanham. Vai ser um desafio gerir tudo isso, mas já tenho consciência dessa realidade e esse é o primeiro passo.

PRECISA DE ASSIMILAR TUDO

Ainda é tudo muito recente e vou precisar de algum tempo para me habituar e assimilar tudo. Neste momento estou cansado, tanto mental como fisicamente, depois deste torneio. Vou garantir que descanso o suficiente para recuperar energias e depois voltar a dar o meu melhor em cada encontro. Sinto que mostrei aqui o meu nível e, também ao longo do último ano desde que regressei da lesão, tenho jogado ténis de um nível muito elevado. Não sei exatamente que número lhe daria, mas sinto-me claramente confortável a competir em quadros principais de Grand Slam e muito mais.

Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.
Bola Amarela
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