Fery é o terceiro jogador com pior ranking a chegar às meias-finais de Wimbledon

Por Tomás Almeida - July 9, 2026

Arthur Fery qualificou-se para as meias-finais de Wimbledon e já garantiu uma série de feitos históricos fruto desta prestação no All England Club. O jogador da casa, que carrega as esperanças locais no torneio desde o início da 3.º ronda, entrou no quadro principal com wild-card e é o atual 114.º classificado da hierarquia individual, o que lhe permite entrar para uma lista muito restrita de jogadores a terem atingido as meias-finais de um Major com ranking abaixo dos 100 primeiros. 

Pois bem, apenas nove jogadores fora do top 100 mundial alcançaram a meia-final de um Major desde 1985, e Arthur Fery é um deles. Se nos restringirmos apenas a Wimbledon, o britânico passa a ser o terceiro jogador com pior ranking a carimbar um lugar no top 4 da prova masculina, repetindo assim os registos de Vladimir Voltchkov (237.º) em 2000 e de Goran Ivanisevic (125.º) em 2001. 

Tenistas com pior ranking ATP nas meias-finais de um Grand Slam

  • Vladimir Voltchkov (237º) – Wimbledon 2000 – Meias-Finais
  • Henri Leconte (200º) – Roland Garros 1992 – Meias-Finais
  • Jimmy Connors (174º) – US Open 1991 – Meias-Finais
  • Goran Ivanisevic (125º) – Wimbledon 2001 – Campeão 
  • Filip Dewulf (122º) – Roland Garros 1997 – Meias-Finais
  • Patrick McEnroe (114º) – Australian Open 1991 – Meias-Finais
  • Aslan Karatsev (114º) – Australian Open 2021 – Meias-Finais
  • Arthur Fery (114º) – Wimbledon 2026 – Meias-Finais (por enquanto)
  • Matteo Arnaldi (104º) – Roland Garros 2026 – Meias-Finais

 

Além disso, Fery torna-se no quarto wild-card a chegar às meias-finais de um Grand Slam. Antes dele, apenas Jimmy Connors (US Open de 1991), Henri Leconte (Roland Garros de 1992) e o próprio Goran Ivanisevic haviam alcançado esse feito, sendo o título de Wimbledon de 2001 conquistado por este último uma das histórias mais emblemáticas da modalidade.

A minha paixão pelo ténis começou aos 10 anos e desde então tem crescido dia após dia. Já deixou de ser um mero desporto para mim, enquanto consumidor de tudo um pouco, ... bem, talvez nunca tenha sido... Estou aqui para continuar a ser surpreendido e a aprender com algo único e incomparável como o ténis. Hoje em dia não me consigo imaginar a viver sem a bola amarela no canto do olho. Quero seguir neste mundo e fazer dele o meu futuro, crescendo com todas as aprendizagens adquiridas a partir de valiosas experiências. Continuem desse lado!
Bola Amarela
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