Ferrero abre a porta a treinar… Sinner: «Seria maravilhoso»
Na memória de todos ainda está a surpreendente separação de Juan Carlos Ferrero e Carlos Alcaraz, talvez por isso seja ainda mais bombástica a revelação do treinador espanhol.
É que, numa entrevista ao Corriero Della Sera, Ferrero foi muito claro: revelou que está pronto para voltar a treinar e que adoraria trabalhar com… Jannik Sinner.
“SERIA MARVILHOSO TREINAR SINNER”
Há apenas alguns meses, teria dito que não. A separação do Carlos era recente e eu não estava preparado. Mas agora que me sinto mais forte, digo: porque não? O Sinner adora trabalhar arduamente e está disposto a fazer tudo para se manter como número um: gosto da sua atitude. Seria maravilhoso treiná-lo.
O QUE MAIS TEM SAUDADES EM ALCARAZ
A sua atitude em campo: agressivo, mas sempre com um sorriso. Vi-o crescer desde os 15 anos, atingindo níveis que nunca pensei serem possíveis. Com ele, havia sempre a sensação de que estávamos a fazer história neste desporto. Falar sobre isso traz-me recordações, é normal sentir alguma tristeza. Mas estou bem: divido o meu tempo entre a Academia e a minha casa, viajo muito, dei ao Carlos tudo o que podia. Falar disto nunca é fácil.
TEM FALADO COM ALCARAZ?
Não muito. Escrevi-lhe quando ganhou na Austrália e em Doha. Falei com ele quando se lesionou. Nada mais. Ambos precisávamos de espaço para recomeçar.
O QUE DIFERE ALCARAZ DE SINNER
Eles competem nos detalhes. O Carlos é mais dinâmico, tem mais recursos e consegue quebrar o ritmo do Jannik, que gosta de jogar, acima de tudo, de uma única forma: rápido e a bater a bola sempre à mesma altura. Quando consegue impor o seu ritmo, é muito difícil de vencer. Para mim, o Carlos está ligeiramente à frente: 55%-45%. Mas entre estes dois, os jogos sempre foram e continuarão a ser muito equilibrados.
ROLAND GARROS PECULIAR
Aconteceram coisas estranhas. O Alcaraz, que teria sido o favorito em terra batida, não está e o Sinner foi eliminado de imediato. Para todos os outros, isso serviu de alerta: abriram os olhos e perceberam que esta é a oportunidade das suas vidas. Vejo o Zverev mais preparado, de qualquer forma, teremos um novo campeão de Grand Slam, depois dos últimos terem sido dominados por Alcaraz e Sinner. Olhando para o futuro, esta é uma mudança interessante: durante, pelo menos, mais um par de anos, estes dois vão manter a sua superioridade, mas Paris 2026 marca uma mudança de ritmo para os perseguidores, que perceberam que o Sinner não é invencível. Será uma motivação para todos: tanto para os que estão no topo como para os que vêm atrás.
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