Elina Svitolina: «Espero levar este nível para o resto da temporada.»
De volta a uma meia-final em torneios do Grand-Slam dois anos e meio depois, Elina Svitolina (atual 12.º WTA) mediu forças com a número um mundial e principal candidata ao título Aryna Sabalenka (1.º) mas, apesar de estar em grande plano neste arranque de temporada, não se mostrou capaz de acompanhar o ritmo da bielorrussa.
Svitolina, que vinha de duas excelentes prestações diante de jogadoras do top 10 mundial – Mirra Andreeva nos “oitavos” e Coco Gauff nos “quartos” – e sem ceder qualquer set, viu a adversária protagonizar mais uma exibição intratável e a afirmar todo o seu estatuto de duas vezes campeã da prova na Rod Laver Arena, ao vencer com os contundentes parciais de 6-2 e 6-3 e seguir para mais uma final em Melbourne Park.
Em conferência de imprensa, a tenista natural da cidade de Odessa, com regresso confirmado ao top 10 mundial na próxima semana, abordou a sua 13.º participação no Open da Austrália de uma maneira muito racional e sublinhou o orgulho que tem em representar a nação ucraniana num palco desta dimensão.
UM OLHAR SOBRE O ENCONTRO
“Estava à espera de conseguir responder hoje tão bem como nos dias anteriores. Por outro lado, acho que também não estive bem no serviço. Ela serviu e respondeu a grande nível, estava imparável com a segunda bola a seguir ao serviço. Por todos estes motivos, ela é a número um do mundo. Senti que ela estava sempre na frente. Simplesmente não consegui pressioná-la o suficiente com o meu serviço, que é o que acontece contra adversárias assim. Estamos nas fases finais do torneio, então tudo se resume a pequenos detalhes. Gostaria de ter jogado melhor, mas não quero ficar a remoer nisso agora. Prefiro olhar para o bom ténis que joguei nestas últimas três semanas e seguir em frente.”
ASPETOS POSITIVOS
“A minha movimentação está bastante boa. Tenho me conseguido adaptar aos diferentes estilos, aprimorando os detalhes, mas o meu jogo de pés sempre funcionou bem. Sinto que estou em boa forma, a ganhar confiança e ansiosa pelos próximos torneios. Há muitas coisas que quero melhorar, em que me quero sair melhor, desafiar e enfrentar os melhores. Sinto que não estou muito longe de onde quero chegar, mas ainda há muito trabalho a fazer, muito a melhorar.”
REFLEXÃO SOBRE A QUINZENA NA AUSTRÁLIA
“Estou muito feliz com as duas semanas que passei aqui e com a anterior na Nova Zelândia, onde conquistei o título. Claro que fiquei desapontada por não ter chegado à final, mas é muito difícil enfrentar a atual número um do mundo, que está numa fase incrível. Hoje foi um dia muito difícil para mim, então prefiro me concentrar nos pontos positivos destas últimas semanas e do início do ano. Espero manter este ritmo para o resto da temporada. Ainda estou desapontada por não ter ido mais longe, mas sinto que não posso ficar triste. Estou numa boa posição agora. Hoje tive a oportunidade de jogar neste court, de representar o meu país de forma digna e de honrar o meu povo. Eles têm me apoiado nestas últimas semanas, transmitindo muita energia, e é isso que mais me motiva. Quando acordo de manhã, vejo notícias de partir o coração, mas depois vejo pessoas a acompanhar os meus jogos, fazendo os seus comentários. Não posso reclamar. Há pessoas que estão a passar por coisas horríveis na Ucrânia. Sou uma pessoa muito sortuda.”
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