Eala: «Nadal diz-me muitas vezes o quão importante é rodearmo-nos de boas pessoas»

Por Rodrigo Caldeira - Fevereiro 3, 2026

Alexandra Eala desperta paixões nas Filipinas. A jovem de 20 anos saiu de um país com pouca ou nenhuma tradição no ténis, o que gerou uma verdadeira febre pela modalidade, levando-a a contar com um autêntico exército de fãs em qualquer torneio que dispute. Isso ficou bem patente no US Open, no último Open da Austrália e agora no WTA de Abu Dhabi, onde se estreou com uma vitória frente a Zeynep Sonmez (6-4, 6-3).

Depois de um 2025 de sonho, em que se deu a conhecer no Miami Open ao alcançar as meias-finais, derrotando Iga Swiatek e Madison Keys, a filipina enfrenta agora um 2026 com a tarefa mais complicada: afirmar-se num circuito cada vez mais equilibrado e competitivo. Sobre o apoio dos seus compatriotas e a experiência de treinar na academia de Rafa Nadal, Eala falou numa entrevista ao The National.

IMPACTO NAS FILIPINAS 

“Houve muita agitação no Open da Austrália por causa da assistência ao meu jogo. Foi algo muito inesperado para mim. Nunca tinha visto uma fila tão grande para um jogo meu, embora já tivesse jogado em campos maiores, por isso não sei bem como comparar. Seja como for, foi uma experiência fantástica e mostra o quanto o ténis está a crescer no meu país. Acho que isso reflete bem essa evolução e sinto-me muito orgulhosa.”

TODA UMA COMUNIDADE A APOIAR 

“Há uma enorme comunidade filipina aqui em Abu Dhabi, por isso estou muito entusiasmada. Eles vieram apoiar-me e, se olharmos à nossa volta, há imensa gente, por isso estou muito feliz por jogar neste torneio.”

ADAPTAÇÃO À FAMA 

“Obviamente, a série de resultados em Miami aconteceu de forma bastante repentina, mas depois disso fui passo a passo e nada chegou como uma grande avalanche. Fui adaptando gradualmente algumas mudanças que vieram com a entrada no top 100 e acho que o início desta temporada está a ser semelhante, com as pessoas e a exposição que estou a ter. Tento ir passo a passo. Tento lembrar-me de que o trabalho é trabalho e que nada disto seria possível se não trabalhasse arduamente.”

TREINAR COM NADAL 

“Foi uma loucura. Foi a primeira vez que joguei com ele e estava muito nervosa, além de ter sido fisicamente exigente. Ele esteve fora dos courts durante cerca de um ano e eu tenho treinado muito, mas foi uma experiência fantástica poder absorver todo esse conhecimento. Só poder dizer que treinei com o Rafa é incrível, sinto-me muito sortuda e abençoada. O Rafa diz-me muitas vezes o quão importante é rodearmo-nos de boas pessoas, e acho que é um grande conselho. Também me falou de outros aspetos do meu jogo, mas isso foi o que mais me marcou”

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Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.