Eala e a ligação às Filipinas: «Nunca vi este sentimento de orgulho partilhado noutros lugares»
Alexandra Eala é uma das figuras mais reconhecidas nas Filipinas. A tenista de 20 anos, que se deu a conhecer no Miami Open do ano passado e que na edição de 2026 começou com uma vitória, tem vivido uma autêntica mudança na sua vida profissional e pessoal, em grande parte devido ao forte apoio que recebe dos seus compatriotas filipinos.
Foi a própria jogadora quem o confirmou numa entrevista ao The Times, na qual abordou vários temas relacionados com a sua ascensão meteórica. Desde o seu agradecimento ao povo filipino, que se faz sentir na maioria dos torneios em que participa, até à forma como tem gerido a fama num país sem grande tradição no ténis e onde se tornou, entretanto, uma das figuras mais conhecidas.
OS SEUS COMPATRIOTAS
“É algo maravilhoso e estou muito grata. Fico feliz por os filipinos terem a oportunidade de conhecer o ténis. No fundo, é uma forma de nos unirmos e de mostrarmos orgulho na nossa cultura. Temos muito orgulho nas nossas raízes. Não vi este sentimento de orgulho partilhado em muitas outras comunidades, por isso acho que isso é algo que nos torna especiais.”
HABITUAR-SE À FAMA
“Sobretudo no início do ano, tudo se tornou mais intenso. Foi um pouco surpreendente, para ser sincera, porque é difícil vermo-nos como ‘famosos’ quando sempre fomos nós próprios. Mas, depois de ultrapassar isso, aprendes a desfrutar realmente, porque o ambiente é muito diferente quando o estádio está cheio.
É estranho, porque estar em casa é o mais normal do mundo, não é? Mas, sendo famosa em casa, caminho pelas ruas ou vou a restaurantes onde vou desde criança e, de repente, as pessoas pedem-me fotografias, por isso é algo a que tenho de me habituar.”
CONTACTO DE NADAL
“Como estávamos bastante avançados para a nossa idade, especialmente naquela região, queríamos jogar com jogadores melhores para evoluir. Foi uma grande mudança para mim. Lembro-me de o meu pai me dar a notícia de que a academia do Nadal tinha entrado em contacto comigo, enquanto me levava à escola de carro.
Tinha cerca de 12 anos e estava ansiosa por aproveitar a oportunidade, porque sempre me vi como futura tenista profissional, por isso senti que era a melhor opção. Fiquei entusiasmada. Com 12 anos, não tinha noção da dimensão dessa decisão. Quando cheguei, pensei: ‘Uau, não acredito que me mudei para outro país! Isto é incrível!’.”
DE ITF PARA TOP 30
“Passei o meu 18.º aniversário em Monastir, em 2023, e perdi. Acho que evoluí imenso. Embora Miami tenha sido o meu melhor resultado, antes desse torneio o meu nível habitual era o circuito ITF. Agora diria que o meu nível é o circuito WTA, e essa transição não é nada fácil. O facto de já ter conseguido entrar no top 30 diz muito”
- Categorias:
- WTA