Draper lembra que a sua carreira mudou no Canadá: «Significou muito»

Por José Morgado - August 2, 2026
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Jack Draper está de regresso ao Masters 1000 de Montreal, palco onde, em 2022, deu o primeiro grande salto da carreira. Atualmente no 147.º lugar do ranking ATP, após uma temporada marcada por sucessivas lesões no ombro e na perna, o britânico recebeu um wildcard para disputar o torneio canadiano e espera reencontrar as sensações que o lançaram para a elite do ténis mundial.

Durante o Media Day, Draper recordou a campanha memorável de há quatro anos, quando, vindo da fase de qualificação, derrotou Hugo Gaston, Stefanos Tsitsipas e Gaël Monfils antes de cair nos quartos de final frente a Pablo Carreño Busta. “Significou muito para mim. Estava a começar a entrar no top 100 durante a época de relva e depois vim para a América do Norte. Foi a minha primeira experiência com o calor e com um ambiente completamente diferente. Ainda me estava a adaptar ao circuito e tudo era muito novo”, recordou.

O britânico revelou que chegou a Montreal num momento de dúvidas, depois de resultados pouco positivos em Atlanta e Washington. “Lembro-me de ter jogado em Atlanta e depois em Washington, e as coisas não correram muito bem. Tive muitas conversas com o meu treinador e parecia uma fase complicada. Cheguei aqui sem me sentir particularmente bem, mas acabei por fazer uma grande sequência de resultados. Ganhei ao Stefanos, que era número cinco do mundo, e também ao Monfils”, lembrou.

Essa semana acabou por transformar a sua confiança.

“Foi uma semana que não só me levou até ao top 50, como também me deu muita confiança. Foi a primeira vez que senti verdadeiramente que pertencia a este nível. Esse foi um enorme passo em frente na minha carreira”, concluiu.

Agora orientado por Andy Murray, Draper procura relançar uma carreira travada pelas lesões precisamente no torneio onde tudo começou.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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