Tatiana Prozorova estava a protagonizar uma semana de sonho em Singapura, mas uma bolada na cara acabou por lhe roubar, contra a sua vontade, a possibilidade de continuar em prova. A tenista russa foi obrigada a abandonar os quartos de final de pares depois de ser atingida por um remate e, posteriormente, ficou também impedida de disputar as meias-finais de singulares.
Prozorova fazia dupla com a compatriota Sofya Lansere diante de Miyu Kato e Ellen Perez quando, com as adversárias a vencerem por 7-5 e 5-2, uma bola acertou-lhe em cheio no rosto. A russa caiu no court e recebeu assistência médica.
Apesar do impacto, Prozorova queria continuar. No entanto, perante a possibilidade de uma lesão na cabeça, foi ativado o protocolo de avaliação de concussão, que prevê uma avaliação médica antes de uma atleta poder regressar à competição. Segundo o relato da própria jogadora, foi submetida, entre outros procedimentos, a um teste de equilíbrio, que não conseguiu passar.
Foi essa avaliação que acabou por determinar a sua retirada. Ou seja, Prozorova não abandonou por decisão própria: queria continuar, mas a equipa médica da WTA não a considerou apta para regressar ao court.
A decisão teve consequências particularmente duras porque a russa também estava nas meias-finais de singulares, depois de eliminar Alexandra Eala, número 18 mundial, na maior vitória da carreira.


Prozorova ficou assim impossibilitada de disputar a meia-final diante de Talia Gibson.
Um golpe sofrido num encontro de pares que estava praticamente decidido acabou, portanto, por afastá-la das duas competições, apesar da vontade da jogadora em continuar. E é precisamente para evitar que uma atleta regresse à competição depois de uma possível concussão que estes protocolos médicos existem.