Djokovic torna-se o segundo tenista da história a atingir as 1.000 semanas no top 20 do ranking ATP

Por Rodrigo Caldeira - June 22, 2026
Foto: EPA

Novak Djokovic continua a fazer história e a bater recordes de longevidade tão impressionantes como o que alcançou esta segunda-feira, 22 de junho de 2026. O sérvio tornou-se o segundo jogador de todos os tempos a atingir as 1.000 semanas no top 20 do ranking ATP. Basta imaginar o que significa permanecer durante tanto tempo entre os 20 melhores tenistas do planeta para perceber a dimensão histórica de um feito alcançado, até agora, apenas por Roger Federer.

Embora Djokovic não tenha permanecido de forma consecutiva nesse grupo de elite, tendo saído do top 20 a 2 de julho de 2018, durante um período em que esteve afastado da competição ou bastante limitado devido a problemas no cotovelo direito, o número continua a ser absolutamente extraordinário e difícil de conceber.

De facto, nem sequer uma lenda como Rafael Nadal conseguiu atingir esta marca. O espanhol terminou a carreira com 927 semanas entre os 20 melhores do mundo, sendo o único jogador, para além de Federer e Djokovic, a ultrapassar a barreira das 900 semanas. Federer encerrou a carreira com 1.064 semanas no top 20, enquanto Djokovic continua a aumentar o seu registo e a aproximar-se cada vez mais desse recorde.

A pergunta impõe-se: conseguirá Novak Djokovic tornar-se no tenista com mais semanas de sempre no top 20 do ranking ATP? Para o conseguir, terá de somar mais 65 semanas, o equivalente a pouco mais de um ano.

Tendo em conta que, nas últimas temporadas, competiu de forma mais seletiva e, ainda assim, conseguiu manter-se nos lugares cimeiros da classificação mundial, não é de todo impossível que alcance esse objetivo.

Vale a pena olhar para trás e recordar como era o top 20 do ranking ATP quando o nome de Djokovic surgiu pela primeira vez entre a elite do ténis mundial. O sérvio entrou nesse grupo como número 16 do mundo, numa classificação liderada por Roger Federer e Rafael Nadal, com Ivan Ljubicic a completar o top 3.

Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.
Bola Amarela
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