Djokovic destaca a importância de Ljubičić no início da carreira: «Disse-me para ser sempre eu próprio e manter-me fiel a mim mesmo»

Por Rodrigo Caldeira - July 22, 2026
epa12686663 Novak Djokovic of Serbia gestures after Lorenzo Musetti of Italy retired due to injury during their men’s quarterfinals match on day 11 of the 2026 Australian Open tennis tournament at Melbourne Park in Melbourne, Australia, 28 January 2026. EPA/JAMES ROSS AUSTRALIA AND NEW ZEALAND OUT

Antes do arranque da temporada norte-americana de piso duro, que culminará no US Open, Novak Djokovic tem cumprido uma agenda intensa nos Estados Unidos. Desde que terminou a sua participação em Wimbledon, o sérvio atravessou o Atlântico para promover o documentário sobre a sua carreira, que será lançado dentro de um mês, e para participar em vários eventos relacionados com a final do Campeonato do Mundo de futebol.

No mais recente desses eventos, ao lado do ator Kevin Hart, Djokovic recordou os primeiros anos da sua carreira e revelou quem foram algumas das figuras que mais o marcaram quando ainda dava os primeiros passos no circuito ATP.

Os dois nomes que destacou foram os dos croatas Ivan Ljubičić e Mario Ančić.

Ljubičić chegou a ocupar o 3.º lugar do ranking ATP em 2006 e conquistou 10 títulos ATP, tendo como maior feito da carreira a vitória no Masters 1000 de Indian Wells, em 2010. Em torneios do Grand Slam, os seus melhores resultados foram as meias-finais de Wimbledon, em 2006, e os quartos de final do Open da Austrália, também em 2006.

Já Mario Ančić atingiu o 7.º lugar do ranking ATP em 2006 e retirou-se em 2011, depois de conquistar três títulos ATP. O melhor resultado da sua carreira em Grand Slams foi a presença nas meias-finais de Wimbledon, em 2004.

Para Djokovic, ambos desempenharam um papel muito importante no início da sua carreira. “Os dois estavam no topo do ténis mundial naquela altura, ocupando o terceiro e o sétimo lugar do ranking ATP. Nessa época, eu partilhava o mesmo treinador que o Ivan Ljubičić, que era o número três do mundo, afirmou o sérvio, em declarações reproduzidas pelo SportKlub.

O sérvio confessou que se sentia completamente perdido nos primeiros tempos como profissional.

“Era apenas um adolescente e não fazia ideia de nada. Que cordas usar, que raquete escolher, que equilíbrio devia ter, quanto peso deveria ter a raquete… Sinceramente, não sabia. Fui aprendendo tudo à medida que avançava. Como um rapaz magro vindo da Sérvia que acabava de chegar ao mundo do ténis, tentava encontrar o meu caminho e conquistar o meu lugar.”

Por isso, Djokovic diz que será sempre grato pela proximidade e pelos conselhos de Ivan Ljubičić. “Ele acolheu-me e protegeu-me. Ajudou-me e orientou-me durante todo esse processo. Explicou-me como falar com os meios de comunicação e como me comportar. O conselho mais importante que me deu foi para ser sempre eu próprio e manter-me fiel a mim mesmo”, concluiu o vencedor de 24 títulos do Grand Slam.

Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.
Bola Amarela
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