Djokovic deixa aviso: «Sinto-me muito bem, especialmente a nível físico»

Por José Morgado - Janeiro 26, 2026

Novak Djokovic já está nos quartos de final do Open da Austrália 2026, ainda que de forma inesperada. O sérvio beneficiou da desistência de Jakub Mensik, que anunciou baixa devido a uma lesão abdominal, permitindo ao tenista de Belgrado alcançar automaticamente a antepenúltima ronda do primeiro Grand Slam da temporada.

Esta circunstância poderá revelar-se decisiva para as ambições de Djokovic, que procura gerir o desgaste físico numa fase do torneio em que Carlos Alcaraz e Jannik Sinner surgem como os grandes dominadores do circuito. Aos 38 anos, o sérvio sabe que a frescura física pode ser determinante, mas garante estar num momento excecional.

Na conferência de imprensa, Djokovic mostrou-se confiante: “Sinto-me muito bem, especialmente a nível físico. Provavelmente estou no melhor momento que tive em muito tempo”. O sérvio explicou que a preparação cuidada e o descanso prolongado antes do torneio foram fundamentais. “Esperava sentir-me assim, tendo em conta o tempo que tive para descansar e preparar este Grand Slam. As peças encaixaram de forma natural”, acrescentou.

Apesar do otimismo, Djokovic sublinhou que a gestão será feita com cautela. “Não vou jogo a jogo, vou dia a dia. Acordo, vejo como me sinto, decido se treino ou não. A esta altura, tem de ser assim”, afirmou, consciente das exigências físicas num calendário cada vez mais apertado.

O sérvio revelou ainda que encara as primeiras rondas com uma abordagem estratégica: “Nas fases iniciais tento ser mais tático, encaixando peças e preparando cada encontro. Nunca sabes exatamente como o jogo vai evoluir”.

Por fim, Djokovic comentou a eliminatória da Taça Davis entre a Sérvia e o Chile, competição em que não estará presente. “Representar o país deve ser sempre especial, mas há muitos fatores a considerar”, concluiu, deixando em aberto um eventual regresso caso a Sérvia avance — o que poderia ditar um duelo com Espanha na ronda seguinte.

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com