Dimitrov com nova vida em Wimbledon: «Estou a apaixonar-me novamente pelo ténis»
Grigor Dimitrov está a ter uma participação em Wimbledon para recordar e, este sábado, carimbou o seu regresso aos oitavos de final de Wimbledon após protagonizar mais uma vitória épica.
O tenista búlgaro eliminou Matteo Berrettini com os parciais de 6-3, 6-4, 3-6, 5-7 e 6-3, após mais de 3h30 minutos e já garantiu, no mínimo, o mesmo resultado de 2025, algo que parecia impensável no início do torneio, tendo em conta o nível que ia demonstrando.
Sem surpresas, o tenista de 35 anos, no final, era um homem feliz.
DE VOLTA AO MELHOR NÍVEL
Sempre acreditei no destino, mas neste momento só tento viver o presente. É a única coisa que tenho procurado fazer todos os dias que entro em campo. O resultado, embora pareça um cliché, passou para segundo plano. O mais importante para mim é que me estou a apaixonar novamente pelo ténis e por tudo o que envolve este desporto, depois de tudo o que vivi nos últimos doze meses. Agora vou simplesmente vivendo um dia de cada vez.
RECUPEROU O ORGULHO
Estou orgulhoso da forma como tenho lidado com tudo isto. Mesmo que tivesse perdido hoje, também me sentiria orgulhoso, porque sabia que tinha dado absolutamente tudo o que tinha. Há uma linha muito ténue entre ganhar e perder. Quando ganhas, analisas os pequenos detalhes que fizeste bem; quando perdes, só vês os grandes erros. É preciso encontrar um equilíbrio entre essas duas perspetivas.
AMEAÇA DE RECUPERAÇÃO DE BERRETTINI
No terceiro e no quarto set mal conseguia fazer alguma coisa, porque ele estava a jogar melhor. Mas havia sempre um pequeno espaço na minha cabeça que me dizia que talvez tivesse uma oportunidade no quinto set: um let, uma resposta ao serviço, um mau serviço dele… Aos poucos vais construindo essa força mental e, quando chegam esses momentos decisivos, fui capaz de a utilizar. Foi essa a diferença.
O QUE PRETENDE PARA O FUTURO
O Jamie (Delgado) simplifica sempre muito as coisas para mim. Temos uma visão muito clara daquilo que queremos fazer. Não sei quantos anos mais vou jogar, ninguém sabe, mas agora ou nunca era o momento de dar esse último grande impulso à minha carreira. Ele ajuda-me a gerir estes momentos e eu continuo a acreditar em mim. A minha carreira foi muito atribulada, com muitos altos e baixos, mas também vivi momentos incríveis que recordarei para sempre. Enquanto continuar a jogar, quero continuar a proporcionar-me esses momentos. Jogo por amor ao ténis, pela minha família, pelos meus adeptos, por todas as pessoas que estiveram ao meu lado, especialmente durante os meses mais difíceis. É nesses momentos que descobres quem está realmente contigo e, por isso, estarei sempre grato.
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