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De Minaur rende-se a Alcaraz: «É o número um do mundo por uma razão clara»
Alex de Miñaur voltou a sofrer uma derrota dolorosa numa fronteira que continua a resistir-lhe: os quartos de final dos torneios do Grand Slam. São já seis derrotas nesta fase. Desta vez, em casa, com um público que o empurrou como grande favorito local neste Open da Austrália 2026, o seu limite teve forma humana, nome e apelido, alguém que conhece cada vez melhor: Carlos Alcaraz.
ORGULHOSO DO SEU CAMINHO
“É claro que estou orgulhoso por ter voltado a chegar aos quartos de final aqui, não foi fácil consegui-lo de forma consecutiva. Gostaria de ter dado mais de mim hoje, mas sim, estou um pouco desiludido com a minha exibição no geral. Não me sinto muito bem, isso posso garantir. Tentamos fazer as coisas da forma certa, tentamos continuar a melhorar… mas quando os resultados não aparecem ou o marcador não reflete essas melhorias, sentimo-nos muito desanimados.”
ENCONTRO FRENTE A ALCARAZ
“Tenho de tirar algo de positivo daqui, suponho. Nada mais. Estabeleci como objetivo hoje bater na bola com intenção, mas não consegui executar. Não executei esse plano de jogo ao longo de todo o encontro. Houve bons momentos, mas, no geral, joguei de forma constante fora da minha zona de conforto, fora da minha ‘pele’ como tenista. Para dar o salto para o nível seguinte, preciso de me sentir confortável a jogar assim durante todo o jogo; é isso que preciso para dar esse próximo passo, sobretudo contra este tipo de jogadores.”
JOGAR UM TÉNIS AGRESSIVO
“Não há outra opção senão continuar a treinar, continuar a trabalhar nisso, continuar comprometido em jogar dessa forma e em procurar este nível com mais frequência. Sim, posso fazer pequenos ajustes aqui e ali para melhorar a velocidade da bola; neste momento, os meus golpes naturais são bastante planos, por isso é algo complicado. Se quero jogar com uma velocidade de bola muito alta, assumo muitos riscos, e sinto que os Janniks e os Carlos têm tantas rotações na bola que não só conseguem jogar a uma velocidade superior, como também manter uma certa consistência, porque dão à bola esse spin que ajuda a que ela caia dentro do campo e crie ângulos diferentes. É algo a que tenho de estar atento e em que tenho de trabalhar, mas é o que é.”
DAR O SALTO COMPETITIVO
“Temos sempre de nos levantar, não é? É assim que funciona. Posso olhar para isto de duas perspetivas diferentes: posso pensar que estou no Open da Austrália e perco com Rafa, Novak, duas vezes com o Jannik e agora com o Carlos, ou seja, não estou a perder muitos jogos contra jogadores contra quem não deveria perder… mas não há outra alternativa senão seguir em frente. É a única maneira. Por mais duros que sejam resultados como este, tens de te levantar e voltar ao trabalho.”
PREPARAÇÃO PARA OS GRAND SLAMS
“Não sei. O que poderia fazer de diferente? Diz-me tu. O calendário é o que é: ou jogo na primeira semana do ano ou não jogo, por isso não vejo como poderia mudá-lo de forma substancial. Não acredito que o que aconteceu hoje se deva a falta de preparação. Estou a jogar a um nível muito alto; simplesmente enfrentas alguém como o Carlos numa sessão noturna… e é difícil encontrar as soluções certas quando jogas contra ele.”
O NIVEL DE CARLOS ALCARAZ
“Sinceramente, quando joguei contra ele na exibição antes do torneio, senti que o seu nível era incrivelmente alto. Hoje foi igual. Sobretudo nestas condições noturnas, torna-se muito forte. É capaz de gerar uma força tremenda e, ainda assim, os erros não forçados praticamente desaparecem… no passado, em condições um pouco mais rápidas e em que a bola desliza mais, consegui ter alguma recompensa com os meus golpes planos, sobretudo do lado do revés.
Hoje? Não tive muitas hipóteses de encontrar essa recompensa. Talvez tenha havido algumas oportunidades no primeiro set, vários 0-30 no seu serviço, mas para lá disso, quando o primeiro set terminou e as condições ficaram um pouco mais pesadas, tornou-se muito complicado fazer-lhe dano. Esse é o principal ponto: começam as trocas de bola, estou a bater na bola com mais força do que nunca ou do que em jogos anteriores… mas não consigo desbordá-lo. E, além disso, ele tem a capacidade de gerar potência quando domina o ponto. Se deixas uma bola curta, o ponto acaba. Está a jogar a um nível altíssimo e tenho curiosidade em ver como se desenrola o resto do torneio. Afinal de contas, é o número um do mundo por uma razão.”
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