De Minaur: «Não encontro nenhuma razão para não jogar bem em Miami»

Por Rodrigo Caldeira - March 19, 2026

Depois de disputar o Miami Open em seis ocasiões, Alex de Minaur (6º) continua sem saber o que existe para lá dos oitavos de final. Numa conversa com a Tennis TV, o discurso de De Minaur transmite tranquilidade à chegada ao torneio de Miami, uma prova onde nunca conseguiu ir mais longe no quadro. O australiano está motivado, vem de dois torneios menos conseguidos e quer dar a volta à situação, embora reconheça que já não existem adversários fáceis nem rondas tranquilas.

CHEGADA A MIAMI 

“Este torneio representa uma das paragens mais importantes do calendário, independentemente de nunca ter tido bons resultados aqui. O que tenho de fazer é tentar mudar essa estatística de uma vez por todas. Não encontro nenhuma razão para não conseguir apresentar um bom nível de ténis aqui; venho bem preparado, por isso espero ganhar confiança ao longo dos jogos e mostrar uma boa versão de mim.”

JOGO CONTRA FONSECA EM 2025

“Lembro-me bem, foi algo memorável. Desde que comecei a competir no circuito profissional, diria que aquele jogo teve um dos ambientes mais intensos que já vivi num estádio. Havia muita gente a apoiar o meu adversário, por isso foi um prazer partilhar o court nesse dia com o João. Tem um talento enorme, é um miúdo excecional, e o jogo foi muito divertido. Vamos ver se nesta edição voltam a aparecer tantos brasileiros aqui em Miami.”

DOIS TORNEIOS MENOS CONSEGUIDOS 

“Acho que o início do ano foi positivo, embora venha agora de um par de derrotas precoces, algo que, felizmente, não tem sido habitual ao longo da minha carreira. Preciso de algum tempo, mas estou satisfeito com a forma como as coisas estão a correr e continuo a trabalhar no meu jogo. Espero que as coisas resultem neste torneio, recuperar esse momento positivo e que tudo se alinhe esta semana aqui em Miami.”

JOGAR EM MIAMI 

“O ténis é precisamente isso: adaptar-te às diferentes condições que encontras em cada torneio. Aqui em Miami sabemos que há muita humidade, que se jogares de dia está muito calor e que, à noite, a bola fica mais lenta ou pode haver vento. Naturalmente, isto afeta certos golpes, sendo a resposta ao serviço um dos mais importantes. Tenho sentido isso ao longo dos anos, por isso tenho de encontrar esse equilíbrio entre ser agressivo e sólido na resposta. É essa combinação que me vai dar confiança. Tenho claro que o problema não está na minha resposta, mas sim em melhorar esse processo para encontrar a solução.”

UM ESTILO ÚNICO 

“A evolução do ténis e do material vai um pouco nessa direção: hoje em dia, os jogadores procuram bater na bola o mais forte possível, sem pensar muito no risco. Eu não sou muito adepto disso, por isso tenho de me adaptar, ganhar velocidade gradualmente e confiança até encontrar o golpe certo, mas sem deixar de ser agressivo. Sei que o meu jogo é um pouco diferente dos outros, tento variar mais os meus golpes e acho que sou bom nisso, muito melhor do que estar sempre a bater na bola com toda a força.”

Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.
Bola Amarela
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