Davidovich Fokina lamenta a lesão: «Sair da Austrália desta forma é muito mau»
Alejandro Davidovich Fokina (14.º ATP) foi forçado a abandonar por motivos de ordem física o encontro referente à 3.º ronda do Open da Austrália contra o norte-americano Tommy Paul, quando já estava em clara desvantagem no marcador (6-1, 6-1), despedindo-se assim de maneira infeliz do primeiro Grand-Slam da temporada, no qual tinha chegado ao oitavos-de-final em 2025.
O tenista espanhol de 26 anos, que ainda não desbloqueou o caminho para a primeira conquista no circuito principal – fez 4 finais na temporada passada – tinha ultrapassado uma extenuante batalha de cinco sets na eliminatória anterior frente ao gigante Reilly Opelka e entrava para este compromisso com o jogador da New Jersey sedento de uma vingança do desaire sofrido há um ano em Melbourne Park e de uma primeira vitória no confronto direto entre ambos, mas a lesão na coxa esquerda atraiçoou os planos do malaguenho.
Em entrevista ao Eurosport, Davidovich Fokina explicou ao pormenor a lesão e admitiu que este tipo de situações são sempre complicadas de digerir, ainda para mais quando não fazia prever este desfecho inglório.
O MOTIVO DA DESISTÊNCIA
Deslizei para bater uma direita e senti uma fisgada na minha coxa esquerda. A partir daí, só piorou; não conseguia imprimir força suficiente no serviço, não conseguia firmar o pé na esquerda… então, contra um jogador como o Tommy Paul, com apenas uma perna, é praticamente impossível ganhar. Decidi parar para evitar uma lesão mais grave, porque sentia bastante a dor. O ano é muito longo, então prefiro ir para casa, ver exatamente o que está mal e esclarecer qualquer dúvida. Neste momento estou frustrado. A verdade é que me sentia muito bem fisicamente, mas estas coisas acontecem e não podemos controlá-las.
SENTIMENTO DE FRUSTAÇÃO
Prefiro jogar bem e perder do que o que aconteceu hoje, ter que desistir. Venho aqui para estar nas rondas finais. Se me vencerem porque jogaram realmente melhor tudo bem, mas sair da Austrália desta forma é muito mau, muito mau mesmo. É um golpe duro, mas sei que não vai piorar. Não rompi o tendão da coxa, não o lesionei gravemente, mas senti aquela fisgada incômoda. Não gosto de desistir, principalmente num Grand Slam, mas é o começo da temporada e não quero correr nenhum risco. Há muitas oportunidades daqui para frente.
OBJETIVOS PARA 2026
Quero competir no meu melhor nível todas as semanas, e a partir daí veremos o que acontece. Obviamente, tenho objetivos ao longo do ano, mas prefiro mantê-los em segredo, e quando acontecerem, acontecerão. Neste momento, prefiro relaxar, sem me pressionar. Prefiro estar em paz comigo mesmo.
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