Davidovich Fokina lamenta a lesão: «Sair da Austrália desta forma é muito mau»

Por Tomás Almeida - Janeiro 23, 2026

Alejandro Davidovich Fokina (14.º ATP) foi forçado a abandonar por motivos de ordem física o encontro referente à 3.º ronda do Open da Austrália contra o norte-americano Tommy Paul, quando já estava em clara desvantagem no marcador (6-1, 6-1), despedindo-se assim de maneira infeliz do primeiro Grand-Slam da temporada, no qual tinha chegado ao oitavos-de-final em 2025.

O tenista espanhol de 26 anos, que ainda não desbloqueou o caminho para a primeira conquista no circuito principal – fez 4 finais na temporada passada – tinha ultrapassado uma extenuante batalha de cinco sets na eliminatória anterior frente ao gigante Reilly Opelka e entrava para este compromisso com o jogador da New Jersey sedento de uma vingança do desaire sofrido há um ano em Melbourne Park e de uma primeira vitória no confronto direto entre ambos, mas a lesão na coxa esquerda atraiçoou os planos do malaguenho.

Em entrevista ao Eurosport, Davidovich Fokina explicou ao pormenor a lesão e admitiu que este tipo de situações são sempre complicadas de digerir, ainda para mais quando não fazia prever este desfecho inglório.

O MOTIVO DA DESISTÊNCIA

Deslizei para bater uma direita e senti uma fisgada na minha coxa esquerda. A partir daí, só piorou; não conseguia imprimir força suficiente no serviço, não conseguia firmar o pé na esquerda… então, contra um jogador como o Tommy Paul, com apenas uma perna, é praticamente impossível ganhar. Decidi parar para evitar uma lesão mais grave, porque sentia bastante a dor. O ano é muito longo, então prefiro ir para casa, ver exatamente o que está mal e esclarecer qualquer dúvida. Neste momento estou frustrado. A verdade é que me sentia muito bem fisicamente, mas estas coisas acontecem e não podemos controlá-las.

SENTIMENTO DE FRUSTAÇÃO

Prefiro jogar bem e perder do que o que aconteceu hoje, ter que desistir. Venho aqui para estar nas rondas finais. Se me vencerem porque jogaram realmente melhor tudo bem, mas sair da Austrália desta forma é muito mau, muito mau mesmo. É um golpe duro, mas sei que não vai piorar. Não rompi o tendão da coxa, não o lesionei gravemente, mas senti aquela fisgada incômoda. Não gosto de desistir, principalmente num Grand Slam, mas é o começo da temporada e não quero correr nenhum risco. Há muitas oportunidades daqui para frente.

OBJETIVOS PARA 2026

Quero competir no meu melhor nível todas as semanas, e a partir daí veremos o que acontece. Obviamente, tenho objetivos ao longo do ano, mas prefiro mantê-los em segredo, e quando acontecerem, acontecerão. Neste momento, prefiro relaxar, sem me pressionar. Prefiro estar em paz comigo mesmo.

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A minha paixão pelo ténis começou aos 10 anos e desde então tem crescido dia após dia. Já deixou de ser um mero desporto para mim, enquanto consumidor de tudo um pouco, ... bem, talvez nunca tenha sido... Estou aqui para continuar a ser surpreendido e a aprender com algo único e incomparável como o ténis. Hoje em dia não me consigo imaginar a viver sem a bola amarela no canto do olho. Quero seguir neste mundo e fazer dele o meu futuro, crescendo com todas as aprendizagens adquiridas a partir de valiosas experiências. Continuem desse lado!