Da incerteza à glória no Porto: Henrique Rocha não escondeu a felicidade e falou num “domingo muito bonito”
Foi duro, mas deu vitória! Henrique Rocha conseguiu atingir o grande objetivo da semana na cidade Invicta e conquistou pela primeira vez um título Challenger em Portugal. O atleta portuense chegava à final do ATP Challenger 125 do Porto particularmente equiparado com o seu adversário espanhol, no sentido em que ambos ainda não tinham cedido qualquer set ao longo da prova.
Num domingo soalheiro que juntou milhares de portugueses ao redor do Court Central do Complexo Desportivo do Monte Aventino, o número três nacional sentiu naturalmente o peso da ocasião e teve de lidar com uma entrada fulgurante de Iñaki Montes-De La Torre, que armadilhou de forma perfeita as intenções do jogador luso durante o primeiro set. Coube a Henrique Rocha reagir ao arranque fugaz e mostrar uma faceta distinta para se sobrepôr ao maior conforto do opositor. O português não desarmou, mostrou enorme espírito combativo e agarrou-se à energia vinda das bancadas para construir um desenlace feliz ao cabo das duas horas e meia de encontro.
Esta foi a terceira vez que o jovem luso de 22 anos venceu um torneio do ATP Challenger Tour em 2026, a quinta na carreira, mas quando se trata de competir por um título inédito em casa, ainda para mais na cidade de onde é natural e sob o olhar próximo da família e amigos, o momento ganha contornos únicos.
Após selar a vitória, e ainda muito fresco de emoções, Henrique Rocha não pôde evitar os microfones e falou perante a multidão com o troféu de campeão da 28.º edição do Eupago Porto Open em mãos.
PALAVRAS PARA O ADVERSÁRIO
Fez uma grande semana. Jogou a um nível incrível no primeiro set e mesmo depois no resto do encontro. Eu tive que subir o meu nível para ganhar hoje. Espero que tenha muita sorte no futuro. É um grande jogador e um forte competidor. Seguramente vamos protagonizar mais batalhas no futuro.
AGRADECIMENTO À EQUIPA PELO TRABALHO
Queria agradecer muito à minha equipa. Foi uma semana muito boa. Temos novas aquisições [referência ao treinador espanhol Pepe Vendrell], muito recentes, mas…Tem sido já um caminho muito bom e que tenho a certeza que vai dar muitos frutos, por isso, tenho de agradecer a todos eles. Sem eles esta semana não seria possível. Um bocadinho como o Iñaki também disse. No início da semana tive alguns problemas físicos e não sabia se de facto ia estar em boas condições para jogar. Estar aqui no final da semana, levantar este título, conseguir jogar ao meu melhor nível, significa mesmo muito para mim, por isso, agradeço todo o esforço e dedicação da minha equipa.
A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA
O ténis é um desporto lindo, maravilhoso, mas de facto tem momentos muito difíceis também, como todos os desportos. Os meus pais, toda a minha família, namorada, amigos. Eles são muito importantes no meu dia-a-dia para continuar a acreditar no processo e a trabalhar com esta minha alegria que tanto gosto. Quero deixar um abraço muito especial ao meu irmão, que não conseguiu estar aqui presente, e dizer que também gosto muito dele.
SENTIMENTO DE GANHAR NA CIDADE DO PORTO
Foi incrível hoje. A verdade é que passei muitos momentos difíceis dentro do jogo e na maior parte deles agarrei-me a toda esta gente, a todos vocês que vieram hoje, a toda a gente que pôde vir, que esteve a apoiar a bancada, a todos os meus amigos. Toda a gente gritou um “vamos”, bateu uma palma. Foi um domingo muito bonito. Queria também agradecer, em especial, como é óbvio, à Federação Portuguesa de Ténis que me apoia desde os 15 anos, mas também a toda a associação [AT Porto] que fez este torneio possível. Já jogo este torneio há cinco ou seis anos. Sempre sonhei em ganhá-lo, porque é em casa, é mesmo parte de minha casa, por isso é bom levantar este título aqui e partilhar com toda esta gente. Estou muito grato por isso.
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