Cilic reflete sobre as suas 600 vitórias e escolhe a mais especial: «Foi um ténis absolutamente puro»

Por Rodrigo Caldeira - Fevereiro 12, 2026

Marin Cilic envelhece como o bom vinho e, aos 37 anos, alcançou a sua 600.ª vitória no circuito ATP, depois de surpreender no ATP de Dallas ao eliminar na primeira ronda uma das revelações do Open da Austrália, Learner Tien, por 7-5, 7-6(4). Um feito ao alcance de muito poucos e que o coloca, juntamente com Novak Djokovic, como os dois únicos tenistas no ativo a atingir este número de vitórias.

O balcânico, seguindo as pisadas do seu companheiro de geração Stan Wawrinka, continua a jogar ténis pelo amor e pela paixão que este desporto lhe proporciona. Embora o croata ainda não tenha anunciado a retirada, como fez o suíço, o seu final é inevitável mais cedo ou mais tarde.

Cilic teve a sorte, ou a “maldição”, de coincidir ao longo de toda a carreira com o Big 3 (Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic). De facto, venceu os três: uma vez o suíço e duas vezes tanto o espanhol como o sérvio. Por isso, duas dessas vitórias estão entre as mais especiais da sua carreira.

MELHORES ENCONTROS DA CARREIRA 

“Tenho de dizer que o duelo contra Roger Federer nas meias finais do US Open 2014 foi de um nível incrível. Também contra Rafa Nadal nos quartos de final do Open da Austrália 2018. Alguns desses encontros foram simplesmente de topo.”

VENCER O US OPEN 

“Diria que foi uma das melhores ligações que tive, tanto ao nível das minhas capacidades como na forma de jogar em campo, sentir a bola e as condições. E também por jogar por instinto, com liberdade; tudo fluiu maravilhosamente. Foi ténis puro, absolutamente puro, puro.”

PARTILHAS AS 600 VITÓRIAS COM NOVAK 

“Ele está muito à frente. É um grande mérito a longevidade das nossas carreiras e tantos anos no circuito. Tivemos épocas excelentes. Há momentos difíceis, passamos por muitas coisas. Mas a paixão, a ambição e a determinação mantêm-se, e isso sem dúvida ajudou-me a alcançar este marco”

Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.