Chwalinska retira pressão sobre si mesma: «Continuo a ser a jogadora do quadro com pior ranking»
Maja Chwalinska, atual número 114 do Mundo, tem sido protagonista da histórias mais surpreendente desta edição de Roland Garros A tenista polaca de 24 anos vai com sete vitórias consecutivas em Paris, três no qualifying e quatro no quadro principal, o que por si só já supera quaisquer expectativas colocadas neste segundo Major da temporada, chegando às quartos-de-final e garantindo a estreia no top 50 mundial. É um sonho realizado, do qual não quer acordar.
Chwalisnka vai agora medir forças Anna Kalinskaya na próxima quarta-feira, naquele que será indubitavelmente o encontro mais importante da carreira até ao momento. Estas foram as suas palavras após derrotar Diane Parry, última sobrevivente local da competição individual.
FEITO ESPETACULAR EM PARIS
É uma grande surpresa para mim, e sinceramente, eu não esperava, então estou muito feliz. Tentei aproveitar este momento, mas já estou a preparar o próximo encontro. Joguei muito bem hoje, e acho que o clima também ajudou. Sou muito grata por não estar tão quente como nos últimos dias. Então, sinto me bem. Fui jogo a jogo. Sabia que todass aqui eram ótimas jogadoras e muito difíceis de defrontar, então precisava de jogar o meu melhor ténis para vencê-las. Este ano, houve alguns torneios em que senti claramente que o meu nível estava a melhorar, então sim, houve alguns momentos assim. Não esperava chegar aos quartos de final, mas senti que estava no caminho certo.
ESTREIA CONFIRMADA NO TOP 100 E… LOGO DIRETAMENTE PARA O TOP 50
É ótimo, o meu objetivo nesta temporada era entrar no top 100 e estou muito feliz por já ter conseguido. Mas no ténis queremos sempre mais. Atinges um objetivo e imediatamente já estás a trabalhar para outro. Sou muito grata por este momento, mas definitivamente quero mais.
REGRESSO DE SERENA WIILIAMS
É uma história fantástica, ela é uma lenda. Não há muito mais a dizer, ela é a melhor tenista da história. É fantástico, espero vê-la por aí. Lembro-me de quando eu tinha uns nove anos e estava a começar a jogar ténis, ela jogou uma final contra [Justine] Henin, acho que foi no Open da Austrália. É uma das minhas primeiras lembranças relacionadas com o ténis.
EXPERIÊNCIA EM JOGAR NO PHILLIPE-CHATRIER
Estou muito grata por esta oportunidade. É um court lindo. Durante o aquecimento, até tirei uma foto da placa do Rafa. Estava muito animada. Sabia que seria uma partida difícil, em parte por causa da torcida francesa, mas acho que eles foram muito respeitosos. Eles apoiaram a Diane, mas também a mim, e sou muito grata por isso. Estou definitivamente muito feliz com esta experiência.
MUDANÇA DE PESO NA SUA EQUIPA TÉCNICA
Comecei a trabalhar com um novo preparador físico no ano passado e sabia que precisava de tempo para me adaptar aos novos métodos de treino, mas sinto que melhorei bastante. Isso permitiu me ser muito mais agressiva na pista e manter a intensidade por mais tempo do que antes. Acho que foi a principal diferença. Para mim, não importa contra quem eu jogue, porque continuo a ser a jogadora com a pior classificação. O torneio está aberto, mas, para mim, todas as jogadoras aqui têm uma classificação melhor do que a minha. Ninguém realmente me conhece, então não há muita história em torno de mim.
- Categorias:
- Grand Slams
- WTA