Brooksby suspenso por ano e meio depois de falhar controlos antidoping
A Agência Internacional de Integridade do Ténis (ITIA) anunciou esta terça-feira que um tribunal independente suspendeu o tenista norte-americano Jenson Brooksby por 18 meses depois que o jogador faltou a três exames antidoping em um período de doze meses.
Brooksby, que chegou a ser número 33 do mundo e eleito o Jovem do Ano do ATP Tour em 2021, optou por assumir uma suspensão provisória voluntária logo após ser notificado da acusação, em julho. Dessa forma, a sanção será retroativa a 5 de julho de 2023 e terminará em 4 de janeiro de 2025. Mas o tenista de 23 anos e atual 301.º do ranking já está sem jogar desde janeiro, por ter realizado duas cirurgias no pulso no primeiro semestre da atual temporada. Durante o período de suspensão, não poderá jogar ou comparecer a qualquer evento oficial do ténis.
Jenson Brooksby suspended for 18 months. Very similar case and suspension to the Mikael Ymer’s.
Should miss the entire 2024 season… pic.twitter.com/v8apLFcWnI
— José Morgado (@josemorgado) October 24, 2023
O tribunal independente reuniu-se a 10 de outubro de 2023, ouvindo o jogador e várias testemunhas, incluindo o Oficial de Controlo de Dopagem (DCO) que esteve envolvido na contestação do segundo teste não realizado. Brooksby aceitou que a primeira e a terceira faltas eram válidas, de modo a que apenas o segundo teste falhado estava em disputa. Tendo considerado as evidências, o tribunal concluiu que o grau de culpa de Brooksby, uma vez que “tomou todas as medidas razoáveis para localizar o jogador”, que teria sido negligente ao não estar disponível para exames no intervalo de tempo identificado.
Três falhas de localização – que podem incluir testes falhados ou erros de preenchimento de documentação – dentro de um período contínuo de 12 meses podem resultar numa violação das regras de antidopagem e acarretar uma sanção máxima de suspensão de dois anos. No caso de Brooksby, os três testes falhados foram registados num período de 12 meses a partir de abril de 2022. O jogador tem 21 dias para recorrer da decisão ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAS).
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