Berretini: «A minha família foi ameaçada de morte por apostadores em Roland-Garros»
Matteo Berrettini entrou da melhor forma no US Open ao derrotar Stan Wawrinka naquela que acabou por ser a despedida do tenista suíço de Flushing Meadows.
As lesões têm sido uma constante na carreira do ex-top 10 mundial, que está em Nova-Iorque para mostrar novamente a faceta que o levou a atingir finais de Grand Slam. O seu próximo adversário será o argentino Mariano Navone, que provocou a grande surpresa do torneio até ao momento e afastou Novak Djokovic ao cabo de cinco sets.
Na conferência de imprensa, o italiano de 31 anos esqueceu o que se tinha passado em court e concentrou-se num tema bastante delicado no mundo do desporto aos dias de hoje: o impacto das apostas desportivas. Berretini foi questionado sobre o assunto e ofereceu uma perspetiva interessante, destacando algumas experiências pessoais bastante desagradáveis.
“É uma questão complicada, um assunto complexo. Nós, jogadores, já dissemos no passado que recebemos mensagens, e eu mesmo já vivi momentos em que realmente não me senti confortável a jogar com pessoas que interrompiam o encontro e faziam coisas que, na minha opinião, não tinham nada a ver com o ténis. Algo precisa de ser feito. Pessoalmente, nunca estive envolvido em apostas na minha vida. Não gosto de casinos, não gosto desse tipo de coisas.”, começou por apontar.
“Acho que precisamos de proteger os jogadores e criar um ambiente seguro para todos. Em Roland Garros, o meu irmão recebeu mensagens a ameaçar a minha família. Eu ganhei e eles escreveram: ‘O Matteo é tão mau que, se não disseres para ele perder, vamos matar a família’. Fomos ameaçados. Quando penso nos mais jovens, receber este tipo de mensagens pode ser assustador. Somos atletas de alta competição, então é importante que haja maior proteção.”, concluiu.
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