Badosa sincera antes de voltar a jogar: “Estaria mentindo se dissesse que estou 100%”

Por Rodrigo Caldeira - April 22, 2025
Badosa

Paula Badosa, atual número 9 do ranking mundial, mostrou-se muito contente por voltar a jogar em casa. A espanhola esteve várias semanas fora de competição, se recuperando de uma lesão nas costas e algumas semanas de descanso pensando neste torneio. Antes disso Badosa teve tempo para falar com a imprensa como se sente da lesão e muito mais.

RECUPERAÇÃO

“Estaria mentindo se dissesse que estou em plena forma ou a 100%. Estou me recuperando, talvez tenha sido uma das recuperações mais difíceis, já que foi uma lesão diferente das que tive anteriormente. Foi exatamente do outro lado, tocava no nervo, passei muito mal no dia a dia porque a dor era constante, me custava a dormir e até andar. Fiz algumas infiltrações, a primeira não correu bem, mas a segunda resultou melhor. Obviamente, acordo todas as manhãs com medo, mas por agora o feedback tem sido positivo. Pelo menos estou conseguindo treinar, estou ganhando forma e cada dia estou sofrendo um pouco menos.”

RUMO A UMA NOVA RECUPERAÇÃO

“É difícil, não tenho a resposta nem a solução, mas tento lidar com isso da melhor forma possível, tento me desligar, embora esteja 24/7 falando com os médicos. Agradeço-lhes muito pelo trabalho, porque estão sempre presentes para mim. Emocionalmente é difícil de gerir, no fim de contas começo bem a temporada, vejo uma certa dinâmica, e é verdade que sentia que 2025 ia ser o melhor ano da minha carreira […] Depois de começar com tanta confiança, de repente sou obrigada a parar e não é só o fato de parar, o mais duro é voltar a esse nível. É muito difícil porque esse nível se perde rapidamente, a confiança vai embora. É um processo que muita gente não vê, mas que é longo e duro.”

A PARADA DE SORRIBES 

“Cresci com a Sara desde os 13 anos, estivemos na mesma Academia, passamos muitos momentos juntas, claro que temos um carinho muito grande uma pela outra. Quando vi a carta, fiquei muito triste, até fiquei arrepiada. Poucas pessoas conseguem empatizar tanto quanto eu, pelo tanto que a conheço e também pelo que já passei. Mandei-lhe uma mensagem, para mim nestes momentos o mais importante é tomar decisões por e para ti. A vida é só uma, o mais importante é sermos felizes e, se isso for jogando tênis, incrível. Mas se não for, também está tudo bem. Ela adora tênis, é uma lutadora, estou convencida de que vai voltar, mas agora precisa do seu tempo e de ser feliz.”

EM MADRID, MAIS ESPERANÇAS QUE CERTEZAS

“Me dá pena que estes anos tenha chegado sempre a Madrid vivendo momentos difíceis, mas o que aconteceu em 2024 me ajudou muito a provar para mim que, apesar de tudo, posso voltar ao nível onde estou agora, entre as melhores. Posso estar no top 10 ou até mais. Quando volta de uma lesão tão longa, surgem sempre dúvidas, já o fiz uma vez, mas… será que consigo fazer outra vez? Voltar a provar isso pela segunda vez, em questão de seis ou sete meses, neste momento me dá muita segurança em mim. Num momento como este, depois de perder tantos torneios importantes como Indian Wells e Miami, serve para ver as coisas de outra perspectiva. Pelo menos sei que sou capaz de voltar ao lugar que mereço, isso me dá tranquilidade.”

RELAÇÃO COM A IMPRENSA

“Vou ser sincera, há três anos odiava a todos (risos). Chegava aqui e não queria responder nada, mas agora estou amadurecendo, estou ficando mais velha, a experiência… não é porque vocês fazem mal o trabalho de vocês (risos). No fim das contas, se entende, eu faço o meu trabalho e vocês o de vocês, entendo como funciona isso, por isso lido muito melhor com a situação, empatizo convosco e vocês comigo. Tem vezes que leio coisas que não gosto, alguns exageros comigo, mas também com o Carlitos (Alcaraz). Ele é um atleta incrível, mas estão sempre colocando ele em dúvida. Faz parte desta exposição, desde que lido com isso assim, venho aqui com outra mentalidade, respondo com mais calma e sendo eu mesma. Assim nos damos melhor.”

QUALIDADES QUE ROUBARIA ÀS RIVAIS

“Gostaria de ter a rapidez da Iga ou da Coco, já sou uma jogadora mais alta, mais forte e explosiva. Talvez não tenha essa mobilidade, não me mexo tão rápido como elas, que são mais baixinhas e ágeis. Ficaria com essa agilidade, se conseguisse chegar às bolas como elas chegam… com a minha potência seria perfeito.”

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Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.
Bola Amarela
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