Andrey Rublev enumera aspetos que fazem da terra-batida uma superfície diferente das demais
Andrey Rublev (atual 15.º ATP) conseguiu reencontrar-se com o caminho das vitórias em provas de categoria Masters 1000 depois de um Sunshine Double muito aquém das expectativas, ao eliminar o português Nuno Borges na 1.º ronda em Monte-Carlo e num encontro onde até chegou a ser assistido fora do court por motivos de ordem física.
Com lugar reservado na próxima eliminatória do torneio monegasco, onde se sagrou campeão há três anos para erguer o primeiro troféu da carreira a este nível, o antigo top 5 mundial afirmou aos microfones do Tennis Channel estar contente pela forma como iniciou esta temporada de terra-batida e falou ainda sobre o facto de sentir que os seus rivais têm tradicionalmente mais problemas em prevalecer diante de si nesta superfície, trazendo à tona uma análise interessante acerca das particulares impostas pela mesma.
PRIMEIRA VITÓRIA DO ANO EM MASTERS 1000
Estou muito feliz por ter vencido o meu encontro da temporada na terra-batida e em Masters 1000. Para mim, o desempenho de hoje no court foi mais mental do que qualquer outra coisa, apesar da lesão que sofri durante o encontro. Estava claro que eu não iria conseguir jogar tão bem no segundo set quanto no primeiro, então tudo o que eu podia fazer era aproveitar ao máximo o que tinha. É verdade que o Nuno estava um pouco tenso nos primeiros jogos, e foi aí que eu pude fazer algo para deixá-lo ainda mais tenso. Não consegui capitalizar nas primeiras oportunidades, mas consegui me manter firme de alguma forma. Assim que comecei a sentir me um pouco melhor, foi quando consegui elevar o meu nível e assumir a liderança. Terminei o encontro com dor, mas não é algo que me incomode muito por enquanto. Tomei uma dose enorme de analgésicos, então isso deixou-me tranquilo.
POR QUE RAZÕES É MAIS COMPLICADO DERROTAR RUBLEV EM TERRA-BATIDA
Não sei exatamente quais os benefícios que a superfície traz ao meu jogo, mas, em geral, gosto muito da terra-batida, sempre gostei. Para mim, consegues ter um estilo de jogo mais realista. É aqui que o condicionamento físico realmente importa, mas também o conhecimento tático de como jogar, o que fazer em cada pancada, para onde mover a bola — todas essas coisas são decisões que é preciso tomar. Nesta superfície, tudo tem uma importância acrescida. Talvez nas outras não sejam fatores tão relevantes e aí duas pancadas potentes costumam ser suficientes para se ser competitivo e vencer encontros, mas aqui é precisa saber de que posições jogar e como fazê-lo.
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