Andreeva inspirou-se em Federer para a final: «Queria comportar-me da mesma maneira que ele»
Aos 19 anos, Mirra Andreeva levou a dimensão do seu enorme talento a todo um outro patamar com a conquista de Roland Garros, o seu primeiro Grand Slam da carreira.
É um momento para a jovem russa recordar, sendo que, em conferência de imprensa, a própria revelou que ainda não tinha assimilado este título e admitiu que se inspirou em… Roger Federer.
CAMPEÃ DE GRAND SLAM
Ainda nem consigo acreditar que estou a dar uma conferência de imprensa com um troféu do Grand Slam ao meu lado. Sempre foi um dos maiores sonhos da minha vida. Estou muito feliz por ter dado o meu melhor e por ter conseguido ganhar este torneio. Fiz muitos exercícios de visualização antes, não só para este torneio. Sempre tive sonhos e imaginei como seria, se aconteceria, quando e onde aconteceria… mas a sensação de o viver na realidade é muito melhor do que quando o vives nos teus sonhos. Olhar para este troféu, perceber que é real e que me posso chamar campeã de um Grand Slam… é uma sensação incrível.
MAIS MOTIVAÇÃO PARA O FUTURO
Estas sensações são um pouco mais especiais do que o habitual. Sinceramente, já estou a pensar em como me vou preparar para a temporada de relva, em como vou disputar os torneios nessa superfície. Sinto que isto é um pouco viciante (sorri). Quero dar o meu melhor para poder voltar a viver algo assim uma segunda vez.
IMPORTÂNCIA DE CONCHITA
É muito especial para mim partilhar com ela o meu primeiro título do Grand Slam. Fizemos um trabalho enorme dentro e fora do court, passámos por momentos muito bons e também por fases difíceis, sobretudo no final do ano passado. Partilhar algo como isto é fantástico e isso vê-se pela felicidade que ela está a sentir. Já me disse que está muito orgulhosa de mim, e ouvir essas palavras da parte dela significa verdadeiramente muito para mim.
INSPIRAÇÃO EM… FEDERER
Não diria que tenha havido uma grande mudança, nem que tenha passado a abordar os jogos de uma forma completamente diferente. Nada disso. Decidi que, como diz a minha psicóloga, podemos sempre escolher a forma como queremos estar em campo, como queremos jogar e como queremos comportar-nos enquanto pessoas. Eu decidi ser uma lutadora. Também vi muitos jogos do Roger Federer aqui. Sei que nunca terei a sua aura, ninguém terá a sua aura, mas queria comportar-me em campo da mesma maneira que ele, porque adorava vê-lo jogar quando ainda competia. Isso ajudou-me um pouco, porque queria ver-me bem em campo, não queria mostrar-me como alguém muito frustrada ou infeliz com a forma como estava a jogar ténis. E, para o público, também é fantástico ver jogadoras que dão tudo de si, que lutam e competem. Foi isso que quis fazer e foi nisso que me concentrei.
PRIMEIRA RUSSA A VENCER DESDE SHARAPOVA
Claro que me lembro do momento em que ela ganhou aqui. Ela sempre jogou de forma incrível em terra batida. Também sabia que tinha estado recentemente aqui em Paris e espero que, não sei se o fez, mas espero que tenha visto a final. Pensava que, se estivesse a ver, seria fantástico mostrar um bom nível e um bom ténis. Também sei que a Sveta Kuznetsova esteve aqui. Enviou-me uma mensagem de voz antes do jogo, a transmitir-me pensamentos positivos e a dar-me força. Dizia-me para estar feliz, porque era a minha primeira final de um Grand Slam, que era um momento emocionante, mas que simplesmente desfrutasse da ocasião. Isso também me ajudou imenso. Espero que as duas tenham visto a final e que a tenham apreciado.
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