Alcaraz quebra silêncio: «Foi muito duro, mas estou pronto»

Por José Morgado - August 28, 2026
Alcaraz

Carlos Alcaraz voltou esta sexta-feira a falar publicamente pela primeira vez desde a lesão no pulso que o afastou dos courts durante quatro meses e meio. O espanhol marcou presença no Media Day do US Open e explicou como viveu um dos períodos mais complicados da sua carreira, revelando que o primeiro mês de paragem foi particularmente difícil.

“O primeiro mês foi bastante difícil para mim porque não podia fazer nada com o meu braço direito. Foi muito duro. Mas, ao mesmo tempo, aproveitei o meu tempo, estive com a minha família, com os meus amigos e em casa.”

O antigo número um mundial admitiu que a maior dificuldade surgiu quando começou a treinar sem saber quando estaria verdadeiramente preparado para regressar. Alcaraz explicou que chegou a questionar se conseguiria competir em Cincinnati ou no US Open, ou se seria obrigado a falhar toda a digressão norte-americana. “Esses pensamentos foram os mais complicados de gerir. O meu objetivo era tentar estar saudável o mais rapidamente possível e não perder mais competições. Diria que esses pensamentos intrusivos foram a parte mais difícil de todo este processo.”

A componente mental assumiu, por isso, uma importância decisiva na recuperação. Alcaraz recordou a lesão no antebraço sofrida em 2024 e explicou que essa experiência o ajudou a lidar com os receios que voltaram a surgir agora. “Tenho de confiar na minha equipa e nas pessoas que me dizem que tudo vai correr bem. Tenho simplesmente de dar tudo. Estou a tentar afastar esse medo e estou a jogar com normalidade.”

O espanhol garantiu ainda que a lesão não o levou a alterar a sua identidade enquanto tenista. Não mudou a técnica, os movimentos ou a forma de jogar, numa decisão que considera fundamental para o futuro. “Não mudei nada. Para mim, o mais importante é manter a minha identidade, continuar a ser eu próprio. Espero ter uma carreira muito longa e era isso que tinha em mente.”

O regresso no US Open, porém, não foi uma decisão tomada de ânimo leve. Alcaraz reconhece que disputar um Grand Slam à melhor de cinco sets como primeiro torneio após uma paragem tão longa representa um enorme desafio. “Provavelmente, em termos de preparação, não era o momento ideal. Mas a minha equipa e eu acreditamos que estou preparado. Fiz tudo o que era necessário para estar pronto.”

Na preparação final, a semana de treinos com Holger Rune em Múrcia revelou-se especialmente importante. O dinamarquês ajudou Alcaraz a testar o pulso perante sessões de elevada intensidade e deu-lhe confiança para regressar à competição. “Foi uma semana muito importante para mim. Tenho de agradecer ao Holger por ter vindo a Múrcia treinar comigo. Ajudou-me muito a perceber que estou preparado para voltar aqui e competir.”

Agora, quatro meses e meio depois, Alcaraz está finalmente pronto para voltar a competir.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
Bola Amarela
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.