Alcaraz: «Nunca tinha visto o Medvedev jogar assim, tenho de aceitar e seguir em frente»

Por Nuno Chaves - March 15, 2026

Carlos Alcaraz viu chegar ao fim a sua invencibilidade em 2026 depois de não ter tido encontrado argumentos para derrubar um inspiradíssimo Daniil Medvedev.

O número um mundial, no final, mostrou-se resignado relativamente ao desfecho do encontro e deixou muitos elogios à exibição do russo, dizendo mesmo que não se lembra de uma prestação tão boa do moscovita.

RESIGNADO COM O DESFECHO

Em primeiro lugar, só tenho palavras de reconhecimento para o Daniil. Acho que fez um jogo incrível. Desde o início da partida até ao fim, o seu nível foi irreal. Honestamente, nunca tinha visto o Daniil jogar assim. Merece completamente esta vitória, passar à final e jogá-la. Tudo o que posso fazer é dar-lhe os parabéns. Da minha parte, custou-me muito em alguns jogos, a sensação era de estar sempre a correr, foi muito complicado. Ainda assim, estou orgulhoso por ter lutado até à última bola.

JOGO COM CONDIÇÕES COMPLICADAS

Estava muito calor. Tivemos algumas trocas de bola longas no primeiro set e é isso que acontece quando jogas contra o Daniil: obriga-te a aumentar a potência em cada pancada. É como se estivesses a gastar energia extra depois de cada golpe, algo que com o calor se torna ainda mais complicado. O primeiro set foi difícil para mim, obrigou-me a lutar muito. Depois, no segundo set, comecei a sentir-me melhor. Foi aí que percebi o que tinha de fazer: tinha de sofrer e aceitar isso. Por isso consegui jogar melhor no segundo set.

PERDE INVENCIBILIDADE EM 2026

Não estou a pensar nisso, de todo. Já o disse quando joguei contra o Rinderknech: o que me cansa é ter sempre esse peso às costas, ser o alvo. Nunca tinha visto o Daniil jogar assim, mas tenho de aceitar e seguir em frente. O que tenho de fazer é perceber o que precisava de mudar para ganhar o jogo. Agora é preparar melhor o próximo encontro juntamente com a minha equipa. Não estou a pensar se preciso de ganhar ou perder, trata-se apenas de perseguir os meus objetivos, alcançar a meta que defino antes de cada torneio. Essa é a minha mentalidade, por isso não me cansa ver que as pessoas esperam que eu ganhe todos os jogos.

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Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.
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