Alcaraz: «Joguei muito mal. Ele teve sorte e esteve a bom nível»

Por José Morgado - October 13, 2026
Alcaraz-Bergs

Carlos Alcaraz terminou a participação no Masters 1000 de Xangai com uma derrota surpreendente frente a Zizou Bergs, num encontro em que reconheceu ter estado muito abaixo do nível habitual. O espanhol não escondeu a desilusão com a exibição, apontando os erros não forçados como um dos principais motivos para o desaire.

“Não foi um bom encontro da minha parte. Não joguei bem. Diria que o meu nível foi muito baixo, enquanto o dele foi muito elevado. Ainda assim, achei que foi um encontro equilibrado. Houve momentos importantes em que não estive ao meu melhor nível”, admitiu o número um espanhol.

Alcaraz considerou também que o adversário beneficiou de alguma sorte em determinados momentos, embora tenha reconhecido a qualidade demonstrada pelo belga. “Houve algumas devoluções e alguns golpes em que bateu na bola com o aro da raqueta, mas ela entrou e conseguiu manter a troca de bolas. Aproveitou esses momentos e, depois desses golpes felizes, jogou alguns pontos muito bons”, explicou.

O espanhol lamentou sobretudo a incapacidade para encontrar soluções dentro do court. “Não joguei da forma que queria. Cometi demasiados erros e não consegui encontrar a posição certa para devolver. Mesmo quando conseguia encontrar o ritmo e entrar nas trocas de bolas, continuava a cometer demasiados erros. Não me senti confortável com os meus golpes”, sublinhou.

Apesar da desilusão, Alcaraz procurou não deixar que este resultado apagasse o balanço positivo da digressão asiática. O espanhol reconheceu, contudo, que precisava de algum tempo para analisar o que aconteceu.

“Neste momento, só me vêm à cabeça pensamentos negativos, e nenhum positivo. Nos próximos dias, vou tentar pensar com mais clareza e rever os encontros com o meu treinador e a minha equipa. Isso vai ajudar-me a preparar o próximo torneio”, concluiu, determinado a regressar ao trabalho para melhorar o nível apresentado em Xangai.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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