Alcaraz após nova grande exibição no US Open: «Estou surpreendido comigo próprio»
Carlos Alcaraz alcançou a sua décima vitória consecutiva no US Open para se qualificar para os oitavos de final da competição após mais uma demonstração de força para um jogador que continua a demonstrar uma elevada qualidade de jogo, principalmente, tendo em conta que está a jogar pela primeira vez desde abril. Certo é que o próprio confessou estar surpreendido com as suas exibições.
NÍVEL ACIMA DO QUE ESPERAVA
Depois de quatro meses sem competir, sem disputar qualquer encontro, quando sais para o court e jogas um encontro oficial, com os nervos e tudo o resto, depois do jogo, seja algumas horas mais tarde ou no dia seguinte, sentes-te muito tenso. O teu corpo pode ficar muito tenso. Isso não me aconteceu. Sinto-me cada vez melhor depois de cada encontro, como se tivesse estado a competir durante todo este tempo. Fiquei surpreendido comigo próprio ao ver a forma como me sinto e como estou a recuperar depois de cada jogo. Estou muito feliz com isso, por conseguir fazer as minhas melhores exibições encontro após encontro, independentemente de estar a jogar três ou quatro sets. Estou muito feliz por isso. As minhas expectativas aqui eram: ‘Está bem, vamos ver como tudo corre’. Não tinha mesmo a certeza de nada.
SENTE QUE TUDO SAI DE FORMA NATURAL?
“Sinceramente, não me estou a sentir dessa forma. Por exemplo, hoje o resultado pode fazer parecer que o encontro foi muito fácil, mas, pela forma como me senti em court, sinto que foi muito duro e que foi um jogo que me exigiu imenso, tanto física como tenisticamente. Foi muito complicado. Não penso que tudo me esteja a sair facilmente, ou que seja isso que está a acontecer neste momento. Conquistei cada ponto e cada jogo. É também uma forma de me manter com os pés assentes na terra, concentrado ponto a ponto e em dar o melhor de mim em cada situação do encontro. É nisso que penso, e não no facto de as coisas me estarem a sair facilmente.”
LESÃO NÃO SURGIU POR TER COMPETIÇÃO A MAIS
Esta lesão não aconteceu por ter jogado demasiado. É o que é: há lesões que são simplesmente uma questão de azar. Sou alguém que não precisa de jogar muitos torneios. Prefiro estar mental e fisicamente saudável para enfrentar os torneios e recuperar aí a sensação de competição. Sinto que é preciso ter momentos, algum tempo, para parar, preparar-me bem para os torneios e enfrentá-los bem a nível mental.
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