Alcaraz admite: «Forçar em Roland Garros pode prejudicar-me bastante para o futuro»

Por Nuno Chaves - April 20, 2026

A presença de Carlos Alcaraz em Roland Garros parece cada vez mais em dúvida, sendo que o espanhol está, nesta altura, pendente dos resultados de novos exames que vai realizar nos próximos dias.

O número dois mundial, na chegada aos Prémios Laureus, já tinha admitido estar em risco para o Grand Slam parisiense mas, após ter sido eleito atleta do ano, foi mais a fundo na questão e confessou que uma presença em Roland Garros, caso não esteja a 100%, pode colocar em causa o seu futuro na modalidade.

EXAME QUE VAI DECIDIR TUDO

No desporto profissional surgem sempre pequenos contratempos pelo caminho, mas a nossa obrigação é levantarmo-nos depois ainda melhores e mais fortes. Vamos tentar cuidar-nos o melhor possível agora para regressar o mais rapidamente possível. O exame que tenho pela frente é apenas mais um dos que já fiz. Fiz um exame, mas foi inconclusivo, por isso decidimos dar algum tempo para depois fazer um segundo. Não é um exame diferente, é apenas mais um para ver como está a zona após uma semana de repouso. Percentagens? Não sei, neste momento não posso dizer nada.

O QUE PODE SIGNIFICAR COMPETIR EM ROLAND GARROS

Como disse, temos uma carreira muito longa pela frente, muitos anos de bom ténis. Forçar neste Roland Garros pode prejudicar-me bastante para o futuro, por isso vamos ver o que diz o exame, é a ele que nos vamos guiar. Prefiro voltar um pouco mais tarde e voltar bem do que voltar mais cedo e voltar mal. É preciso cuidar do corpo, porque a carreira de um tenista pode ser muito longa.

LUTA PELO NÚMERO UM

Não me preocupa, já disse em Monte Carlo, quando estava bem e sem lesões, que ia perder o número um na mesma. A luta pelo Nº1 entre o Jannik e eu tem sido muito bonita, temos dividido as semanas, embora agora ache que ele vai ficar um pouco mais tempo. No fim de contas, a carreira é muito longa, ainda temos muitos anos pela frente, por isso vamos tentar trabalhar da melhor forma possível nos torneios quando regressarmos. Agora, o mais importante é recuperar, treinar bem e voltar a competir.

Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.
Bola Amarela
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