A reflexão do surpreendente Karatsev: «Recomendo todos a verem mais o circuito Challenger»

Por Nuno Chaves - Abril 28, 2021
Karatsev

Aslan Karatsev está a ser a grande revelação da temporada de 2021. O tenista russo iniciou a época fora do top 100, no entanto, em pouco mais de três meses de competição já subiu até ao 27.º posto do ranking ATP.

Mas, afinal, qual é o segredo para um jogador saltar para a ribalta apenas aos 27 anos? Karatsev explicou tudo. “Tudo o que me está a acontecer não vem de agora, não saiu do nada. Houve muito, muito trabalho, mesmo que só esteja a acontecer aos 27 anos. Sim, tive umas lesões e problemas com viagens mas agora estou a fazer um grande trabalho com o meu treinador. Estamos juntos há dois anos e meio, a trabalhar muito e isso está a dar frutos em 2021, mas não significa que tenha sido como: ‘oh, deu frutos de repente, saiu do nada'”, afirmou Karatsev, durante a sua participação no ATP 250 de Belgrado – perdeu na final.

O quinto melhor jogador da presente temporada também aproveitou para deixar uma reflexão muito interessante sobre os Challengers. “Recomendo todos a verem mais o circuito Challenger. Se fossemos a comparar com o circuito ATP… diria que são todos os mesmos jogadores. Sim, talvez não possas comparar com o top 50 ou os jogadores de topo, mas o nível de ténis é praticamente o mesmo”, referiu.

“Quando disputas alguns Challengers mais fortes, o nível de ténis é de top 7o ou top 80, esses jogadores estão aí. Talvez tenhas mais algumas oportunidades para recuperar e voltar a entrar no jogo, enquanto que nos melhores torneios ATP, se falhas um par de bolas eles fecham-te a porta”, continuou.

“Essa é a principal diferença, mas não há mais nada. Os jogadores de topo são super profissionais e consistentes jogam cada bola e tens de estar aí. Nos Challengers é praticamente o mesmo. Também a nível mental os jogadores top são incrivelmente fortes, tens de estar a outro nível mental e físico. Creio que essa é a diferença”, concluiu.

Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.