A história que ficou por escrever: Seles mantém números sem igual até lhe arrancarem o sonho

Por Pedro Gonçalo Pinto - February 16, 2022
seles

Monica Seles vai para sempre manter aquele que será, por ventura, o maior ‘e se’ da história do ténis. E se aquele fatídico dia 30 de abril de 1993 não tivesse acontecido? Será que agora falávamos de Margaret Court como a maior campeã de torneios do Grand Slam (com 24 títulos) de todos os tempos? É que a norte-americana nascida na Jugoslávia, que se retirou oficialmente há 14 anos no dia de São Valentim, estava a trilhar um caminho sem precedentes quando lhe arrancaram o sonho das mãos.

Falamos, claro, do ataque de que foi alvo no torneio de Hamburgo. Seles estava na frente do duelos dos quartos-de-final com Magdalena Maleeva quando Günter Parche, um fã obcecado de Steffi Graf, a grande rival de Seles, atacou a número um do Mundo com uma facada nas costas. A lesão demorou apenas algumas semanas a ficar curada, mas a marca foi muito mais do que física. Seles só voltou ao circuito dois anos depois, ao sofrer de depressão e até de um distúrbio alimentar.

A talentosa Monica nunca mais voltou a ser a mesma, especialmente depois de alcançar que ainda nos dias de hoje é intocável. É que oito dos seus nove títulos do Grand Slam foram conquistados antes de festejar o 20.º aniversário. O primeiro aconteceu quando tinha 16 anos, em Roland Garros, ao passo que o último aconteceu já em 1996, no Australian Open. Seles viria a disputar o seu último encontro oficial precisamente em Paris, em 2003, mas o ponto final oficial na carreira chegou em 2008.

Para sempre ficaremos com o ‘e se’ de Monica Seles. Graf, por exemplo, celebrou seis Majors até aos 20 anos e acabou nos 22. Até onde é que Seles teria ido? É uma pergunta que nunca terá resposta, lamentavelmente por causa de um incidente que fica marcado com tinta permanente na história do ténis e do desporto mundial.

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O ténis entrou na minha vida no momento em que comecei a jogar aos 7 anos. E a ligação com o jornalismo chegou no momento em que, ainda no primeiro ano de faculdade, me juntei ao Bola Amarela. O caminho seguiu com quase nove anos no Jornal Record, com o qual continuo a colaborar mesmo depois de sair no início de 2022, num percurso que teve um Mundial de futebol e vários Europeus. Um ano antes, deu-se o regresso ao Bola Amarela, sendo que sou comentador - de ténis, claro está - na Sport TV desde 2016. Jornalismo e ténis. Sempre juntos. Email: pedropinto@bolamarela.pt
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